[BIO] Os Brasas (1965-1969)

OS BRASAS

O embrião do grupo surgiu em Porto Alegre: desde 1963 ele já atuava com o nome The Jetsons, tendo como guitarrista Luis Ernane Guimarães. No final de 1965, com a saída de Luis Ernane e a entrada de Anyres Rodrigues, passou a se chamar Os Brasas, inspirado numa gíria da época. A formação clássica passou a ser Luís Vagner Lopes (guitarra solo e vocal), Anyres Rodrigues (guitarra base e vocal), Franco Scornavacca (baixo e vocal) e Edson da Rosa — Edson Aymay, o Eddy — (bateria).

Segundo o escritor Rogério Ratner, Os Brasas caracterizou-se por executar um rock mais instrumental, flertando com o surf music, bem na linha de Dick Dale.

Assim como seus contemporâneos do The Cleans, Os Brasas decidiram ganhar a vida em São Paulo, para onde se mudaram em julho de 1966. Na capital paulista, apresentaram-se em programas de TV e também tocaram no Rio de Janeiro, a convite de Carlos Imperial. Tornaram-se também banda de estúdio, integrando a Banda Jovem do maestro Edmundo Peruzzi e acompanhando artistas da Jovem Guarda como Eduardo Araújo, Wanderley Cardoso e Demetrius.

Em 1967, lançaram um compacto com duas músicas. No ano seguinte, saiu o único LP da carreira, intitulado “Os Brasas”, com 12 faixas. Entre 1968 e 1969, o grupo ainda lançou mais cinco compactos.

Os Brasas encerraram as atividades em 1969, já com a Jovem Guarda em baixa. O desgaste deveu-se à perda das gravações do que seria o segundo LP — apagadas por engano no estúdio da gravadora Continental — e a uma desastrada turnê pela Região Sul, na qual os amplificadores queimaram após um show em Curitiba.

Nos anos 1970, Luís Vagner seguiu em carreira solo, tornou-se ícone do samba rock e é apontado como um dos pioneiros do reggae no Brasil, ao lado de Gilberto Gil. Franco Scornavacca, radicado em São Paulo desde aquela época, tornou-se produtor musical e empresário do showbiz nacional, além de pai do trio pop KLB.

Fonte (foto): Zero Hora, 18/04/2009
Foto: acervo de Luís Vagner

Pesquisa: Samarone Silveira

 


 

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