[PRESS] DEFALLA – Kingzobullshitbackinfulleffect92 nas plataformas de Streaming (2026)

Texto por: Roberto Panarotto
Cópia do post na íntegra [1 de julho de 2026]
Fonte: Agito Com Bilau [acb2.wordpress.com]

DEFALLA – Kingzobullshitbackinfulleffect92 nas plataformas de Streaming

Kings of Bulshit” não é somente um disco é um retrato de alguns momentos, de uma das muitas fases do Defalla que ao meu entender começa com o lançamento da demo Megablasts From Hell (1991), percorre o caminho do vinil em 1992 (Kingzxobullshitbackinfulleffect’92) e culmina com o lançamento do mesmo (ou quase isso) disco em CD em 1993. Tivemos, nese período um momento importante de acompanhar a mutação em curso de colisão e entender melhor alguns processos criativos, escolhas e desdobramentos. São poucas as oportunidades na histórias mundial da músicas (ou das artes) que temos de entender esse movimento criativo. Por isso mesmo, no texto a seguir desdobro alguns pontos e percepções de como tudo isso aconteceu.

Importante entender o contexto (!?)

O ano é 1990>>>1991 (virada da década), um período desgraçado para o Brasil. O ano de 1991 começava com a segunda edição do Rock in Rio, também foi o ano que o Airton Senna conquistava o seu terceiro mundial e o ano que nascia Luan Santana. Na TV o Twin Peaks dava o ar da graça anunciando a nova década que seria estranha, muito estranha… Nas ruas de Porto Alegre, circulavam três vagabundos iluminados, que deixariam até mesmo o Jack Kerouac pasmo com a sua postura, atitudes e comportamento. Depois de uma turnê um tanto quanto desastrosa de divulgação do quarto disco, We Give a Shit! (Kickin’ Ass for Fun) lançado pela Cogumelo Records, selo de Belo Horizonte, onde a banda apresentava uma proposta mais pesada e visceral.

Sobre esse momento, tem uma entrevista cedida ao Carlos Eduardo Miranda na revista Bizz de Junho de 1991 que expande essa ideia. Lógico que precisa ser lida no contexto, porque se trata do reflexo de um tempo onde se fala muita merda de forma exagerada e quase fictícia e que hoje soa preconceituosa. Mas em meio às cafajestagens, histórias mirabolantes entre outros o Miranda consegue extrair algumas informações e uma pergunta tem a ver com essas constantes mudanças de estilo musical. Reproduzo a seguir o trecho.

Miranda: Vocês vivem mudando de estilo e opinando a moda musical. Ou é a moda que corre atrás de vocês?

Edu K: A gente não copia nada. Só caminha junto com o resto do mundo. Falavam que a gente imitava o Red Hot Chili Peppers, depois o Guns N’Roses, agora vão dizer que é o Faith No More. Acredite se quiser: eu sempre pensei nessas coisas antes delas acontecerem. Mas, como a gente é do terceiro mundo, só consegue gravar o disco depois que o som dos gringos já apareceu.

Independente de como foi a aceitação, We Give a Shit! (Kickin’ Ass for Fun) é um disco que os coloca num outro patamar musical, explorando outros ritmos e estilos. Ao mesmo tempo que tinha essa pegada mais universal em termos sonoros, “na onda” de bandas brasileiras que estavam se aventurando nesse rock mais pesado, visando um mercado internacional. É um momento que a banda se assume como trio e essa “podreira musical” mais crua, intensa e pesada, flertando em alguns momentos (bem poucos) com um som que lembrava Faith no More (a banda que estava em alta no Brasil na época graças ao Rock in Rio) nessa mistura rítmica de metal e funk / RAP.

Na Oswaldo, podia-se perceber ainda os resquícios decadentes de uma era de ouro do Bom Fim (tem livro e documentário que reforçam essa ideia*). Mas que ainda preservava a sua essência comportamental em arquitetura, bares e afins. O movimento não era mais o mesmo (nunca é), mas as movimentações continuavam de uma forma ou de outra. Escaller, Cine Batimore, bar do João, Ocidente, entre outros inferninhos noturnos que compunham a fauna e a flora porto-alegrense em ebulição, ainda existiam provocando a nova década que surgia e se reinventava. Um movimento comportamental, certamente periférico em outras localidades, mas que em Porto Alegre acontecia em uma das principais avenidas da cidade.

Megablasts From Hell

O embrião do que viria a se chamar “Kings of Bulshit” está nessa demo canhestra e de lógica um pouco difícil de entender. Isso porque Megablasts From Hell em sua quase totalidade é uma demo de covers, ou então de versões de algumas músicas que faziam parte das referências musicais da banda e de um momento de transformação, de uma das tantas mutações que aconteceram com o Defalla.

Por que alguém faria uma demo de covers?

A Megablasts From Hell, surgiu como uma necessidade. Segundo o Edu K, o objetivo da demo era registrar o repertório para que os caras da Cogumelo ouvissem um novo repertório para a gravação do quinto disco.

A real é que a demo é uma grande chalaça musical com covers de bandas como Public Enemy, Dead Kennedys, Beastie Boys, passando por Doors, Stones e Tim Maia. Ao final, uma espécie de pout-porry, não sei se posso chamar dessa forma, ou um rascunho de músicas e ideias do que eles fariam no quinto disco. Essas sete músicas apareciam nomeadas como “Bonus Track”, no final do lado B. Ainda em tempo, a demo foi gravada em 1991 no estúdio Canal em Porto Alegre.

Um fator importante é que Edu K convida Marcelo Fornasier (Fornazzo) pra entrar no Defalla. Um músico extremamente virtuoso do cenário do rock de Porto Alegre. Segundo o que se conta, Edu não avisa os outros integrantes, simplesmente aparece no ensaio com o novo guitarrista. A ideia de ter um guitarrista novamente na banda era para que, lógico esse lado musical melhorasse se desdobrando em novas sonoriddes e para que o Edu pudesse ficar mais livre, pra cantar. E assim se tem origem a quinta formação do Defalla (se é que eu contei direito).

“Isso foi muito louco, no Megablasts a gente gravou um monte de cover, um monte de porcaria como vocês bem sabem, né? E foi demais! Public Enemy, Dead Kennedys, Danzig… a versão de Voyage To Infinity é animal do Bad Brains, né? Tipo, que banda faria isso, né? Com o Fornazzo a gente podia tudo, né? Super guitarra hero E tava foda a banda nessa época, Castor é um baita baterista e o Flu então nem se fala, também arrasando sempre… Essa é uma das melhores formações na minha opinião.” – Edu K

Como sabemos disso tudo? Porque a demo foi lançada oficialmente em cassete (com duas capas diferentes, com a mesma ideia em dois estilos de ilustração). E foi feito show de lançamento da demo em novembro de 1991 no Porto de Elis em Porto Alegre.

Confira no link abaixo o post sobre o show no Relicário do Rock Gaúcho, reduto do acervo do Defalla capitaneado pelo guardião dos acervos Reinaldo Portanova. No texto (clipagem de um jornal) destaca que o disco era pra se chamar “Kings of Bullshit” e que depois virou essa grande palavra contraída num inglês escrito errado e que acrescenta com subtítulo, mas que virou uma grande título, um giria do hip hop.

relicariodorockgaucho.com/14-11-1991

Desse show que foi filmado com diversas câmeras produzido pela Prisma Vídeos, edição e direção do Beto Andrade se extraiu o clipe ao vivo da música “Slaughterhouse” que rodava na MTV.

Afirmo que essa demo é o embrião do que viria a se tornar o disco Kingzxobullshitbackinfulleffect’92, porque tem uma música (que na demo) foi gravada somente no beat box intitulada “Intro-duction”, que depois viria a ser a faixa de nome “Introduction” gravada em formato “eletrônico/sampler/ruídos” que abre o disco de vinil e no lançamento em CD aparece como segunda faixa. A brincadeira da letra é a mesma, mas o que muda é o ano. Na demo a letra fala “Welcome to 1991” (ano de lançamento da demo), no disco de vinil “1992” (ano de lançamento do disco de vinil) e no disco em versão CD o ano não é atualizado e a faixa aparece como segunda música do disco quebrando a “regra”.

É certo que a entrada do Fornazzo, que passa a fazer parte da banda, mudam as coisas no Defalla confirmando a ideia de um Edu K livre, leve solto para azucrinar em performances insanas. É dessa época a participação deles no Programa Livre no SBT, que está disponível no youtube. E ali tem algumas pérolas do jeito Defalla de ser e de se (mal) comportar. Primeiro, eles levando torresmo de presente para o Serginho Groismann que achou (anos mais tarde eles contaram isso) que aquele pacote suspeito seria de algum componente ilícito, causando certo desconforto no apresentador. O programa era ao vivo e não tinha muito o que fazer a não ser deixar a loucura rolar solta. E o Edu enlouquecido, circula pelo cenário, por detrás das câmeras, rolando no chão, deslizando pelo cenário falando pelos cotovelos e naturalmente criando uma performance memorável. No programa, a título de curiosidade, aparece o escopo da música “Caminha” ainda em processo de composição dedicada pelo Edu aos “vandalos” de Osasco. Num determinado momento o Serginho pergunta para o Fornazzo “como definir o Defalla?”, e ele responde: o Defalla é o Defalla! Parece uma resposta seca e direta (curta e grossa como se diria no sul), mas a real é que o “Defalla é o Defalla”. E ponto. Para quem conhecia era óbvio, não tinha como descrever, e mesmo anos mais tarde é difícil enquadrar a banda em algum rótulo. O próprio Kinzo (apelido carinhoso do disco) é essa miscelânea de ritmos e estilos. Nesse momento (ou aproximadamente, quase isso) eles estavam fechando contrato comercial com o escritório do Cacá Prates que passaria a produzir e vender os shows do Defalla. Mas já voltamos ao assunto mais na frente.

Outro fator importante é que aqui, na produção do disco entra em cena o Vicente Rubino, que tinha tecnologia em equipamentos de samples etc e se colocou à disposição do Defalla para produzir algo. Lembrando que o acesso a tecnologia nessa época era algo restrito e caro. E aqui, nesse momento, graças a essa parceria, começa uma outra fase do Defalla e do que viria a ser a transição do analógico para o eletrônico para gravação do disco em vinil.

Kingzxobullshitbackinfulleffect’92 (LP) (Cogumelo, 1992)

O disco veio dividido em dois momentos delimitados pelas estéticas dos lados de um vinil, na linha do analógico e do eletrônico.

O lado A é mais eletrônico enquanto o lado B é mais a banda tocando de forma mais orgânica. O repertório amplificou, mas dessa demo (Megablasts) temos incluídas no disco as seguintes músicas: Culo Fuck (in full effect) e Slaughterhouse, além da música “Satisfaction”, dos Stones numa versão hip hop e já citada Introduction.

O disco foi uma verdadeira surpresa, porque a banda recupera a vertente RAP e Hip hop, presente nos dois primeiros discos (muito mais no segundo) e com alguns flertes no quarto disco. Esse momento do uso de bases eletrônicas dão o tom de um dos lados do disco que se desdobra de forma única em uma variação rítmica pouco vista na música brasileira.

Segundo “os integrantes” foi um choque para a Cogumelo que lançava predominantemente bandas de metal e de repente recebem um disco completamente diferente do que eles haviam proposto no quarto disco. Ah vá? Sério! Será que eles realmente acreditaram que iriam aprisionar o Defalla com um rótulo? Independente disso, é mérito também, deles terem colocado o disco no mercado apostando num disco que viria a se tornar essa grande referência e influência para muito artistas da década.

Essa foto mostra com clareza que o Edu tinha lã na cabeça em vez de cabelo. Isso mesmo a fantasia (só pra manter a piada) do momento vinha com esse look totalmente inusitado e revolucionário explorando novas estéticas visuais. Sim, o Defalla, através do visual mutante do seu frontman é uma aula ambulante de arte pós-moderna. Se encontrar o Edu por aí, observe que no topo da cabeça tem um elemento estranho, quase como um chifre cortado. Se perguntar ele vai dizer que na encarnação passada ele tinha sido um unicórnio, mas a real é que ele ainda tem os resquícios do superbonder (cola) que ele usou para colar a lã na cabeça. Coisas do Edu K.

O nome do disco é outra curiosidade interessante de entender, quando se fala em “jeito Defalla de ser”. O Defalla é uma banda irônica e escrachada. Sim, existe um movimento interno na banda que é muito maior que qualquer coisa, que é estar sempre se “autodepreciando”, rindo e tirando sarro de si mesmo, sempre com muita ironia. E o nome do disco ao meu entender é isso. E talvez seja um dos momentos em que esse rótulo “Kigs of Bullshit”, deles mesmos para eles mesmos, funcione de uma forma a conectar com tudo o que se vivia na época. Extrapolando o tempo e espaço? Sim com certeza é um nome que funciona de forma incrível como uma espécie de slogan de um tempo. O complemento “back in full effect”, é o que mostra que esse comportamento é recorrente. Ou seja tudo isso, todo esse escracho dos “reis da porra toda” (numa livre tradução), mas sempre em grande estilo. Nesse caso, revolucionado os ritmos misturando os estilos e estabelecendo novos padrões.

Kingzxobullshitbackinfulleffect’92 (CD) (Cogumelo, 1993)

E aqui vem mais uma Defallice que foi o lançamento do disco em CD onde acontece mais uma situação inusitada. O que no disco de vinil era delimitado num conceito mais claro (conforme citado anteriormente), no CD as músicas aparecem remixadas e modificadas com novos arranjos, além da inclusão de novas faixas, totalizando 24 faixas (entre músicas e vinhetas) contra 21 faixas do vinil.

Poderíamos dizer que se trata de um outro disco? Não necessariamente, mesmo com o repertório sendo o mesmo, diria que são complementares ao vinil e à demo formando um grande mosaico Defalliano. Cada um dos lançamentos tem o seu charme (de fumar no escurinho do cinema, como diria Plato Divorak) e representam as etapas dessa transformação acontecendo e ao meu ver, sim, são complementares. Precisa ouvir tudo? Não necessáriamente, mas tenho amigos que preferem o disco de vinil ao CD por exemplo, daí agora começa a caça aos “bootlegs” que pela escacez (não tenho informação de quantas cópias foram lançadas) do disco oficial em vinil ou a demo, que não foram para o digital e que sim tem versões diferentes das mesma músicas.

A capa é uma colagem psicodélica colorida, com os rostos sobrepostos que dão o tom e o ritmo do que se encontraria no interior sonoro do disco. Um encarte que deveria ser informativo (?!), é praticamente impossível de ler, escrito todo em parágrafo único, diagramado num fundo azul (calcinha) e letra rosa. Internamente segue mais colagens psicodélicas em espiral, mostrando esse centro que emanava novas ideias em estética única de um disco com as mesmas características em termos sonoros. Dentro da discografia, Kingzxobullshitbackinfulleffect’92 é a obra prima do Defalla, que apresenta uma mistura absurda e acachapante de ritmos e estilos, que parece tão dispares, mas que na miscelânea de cores informações ritmos e timbres, combina e se complementam.

Outro detalhe que muda de uma versão do disco para outro além dos arranjos que são diferentes em diversas músicas, é a ordem das músicas e o acréscimo de algumas faixas extras em função do CD ter uma capacidade maior de armazenamento de informação do que o vinil. Começando numa ordem diferente, quebrando aquela ideia conceitual de que o disco tinha dois lados. Como era um CD, com um lado somente, essa mistura se estendem alo longo do disco criando uma unidade incrível. Satisfaction e Slatherhouse tem batidas diferentes dando um peso e presença maior nas músicas que antes eram mais mínimas e no CD aparece mais encorpadas. Bitch tem o acréscimo de tambores da timbalada. Culo Fuck tem uma sample “paralamas” e a música que antes era tocada, agora mistura eletrônico e orgânico. Slow Ride tem um choro de criança no início do vinil e no CD não tem. so para citar alguns, o exercício é bacana de ser feito, deixo isso para os audiófilos. As faixas extras são “Sossego (música do Tim Maia) que estava na demo e aqui volta numa versão tocada, com direito a parada para um RAP a la Public Enemy. A música Freeze…Now Move e também uma música chamada Apoteosys que nada mais é do que um trecho ao vivo deles no Hollywood Rock.

E por falar em Hollywood Rock.

Isso mesmo, os grandes festivais eram patrocinados por companhias de cigarro. E esse foi um marco nas histórias dos grandes festivais em função do line up, que tinha Nirvana, Red hot Chilli Peppers, Alice in Chains, L7 e Defalla (entre outros). Isso mesmo, no dia 15/01/1993, lá estava o Defalla acompanhados de Egisto Dal Santo e de Vicente Rubino, barbarizando em uma performance memorável. . Aqui entra a presença da produtora do Cacá Prates que empresariou a banda nesse período, talvez um dos momentos mais “organizados” em meio ao caos estético e (des) organizacional na história da banda. E o show seguiu essa grande mistura de tudo o que o Defalla vinha fazendo com peso e distorção, bastante música eletrônica e um repertório de meia hora num show vigoroso e impactante e que entraria para história por uma série de fatores. Primeiro porque foi arrebatador e com certeza um dos grandes momentos da história da banda e do festival (será?), e segundo porque em rede nacional, num momento ao vivo de transmissão no Jornal Nacional, conhecido como o horário nobre da família brasileira, o Edu K resolve tirar a roupa e ficar completamente desnudo em pleno palco, mostrando os glúteos para o Brasil inteiro. No mínimo engraçado. Foi uma terrível coincidência, porque o jornal entrou ao vivo e por coincidência cósmica era esse o momento do show. Os deuses do absurdo contribuíram para esse grande momento da TV brasileira que depois apareceu nas reprises (será que existe gravação do show inteiro?). Sensacional. Eles contam histórias hilárias desse momento da carreira da banda (cadê a biografia do Defalla?). Desde uma quase briga com um integrante de uma banda gringa e até mesmo as meninas do L7 mostrando a bunda para eles nos bastidores do festival.

LEGADO – INFLUÊNCIA

Um disco que se tornou emblemático não somente pelo que é em si, mas também porque é um disco que abre alas de uma nova geração na década de 1990 que citam e reverenciam o Defalla como influencia. Dentre os mais conhecidos está o Planet Hemp. Recentemente num show em Porto Alegre o Marcelo D2 conta no palco (ao chamar o Edu K para participar do show) que a primeira vez que subiu no palco para cantar foi num show do Defalla e que o Edu K chamou ele dando a oportunidade para ele mostrar suas letras. O Defalla sempre teve esse espírito coletivo. B Negão sempre que pode enfatiza e reverencia o disco. Além de outras bandas como Nação Zumbi, Pato Fu, Mr. Toon e Ultramen que também citam o disco como influência.

“I’ve got good news. That Defalla album you like is going to come back in style.”

Depois do retorno do Twin Peaks para uma terceira temporada, que marcou o século XXI é a vez do Defalla aterrissar de um plano distante para essa nova geração digital que vai poder ouvir, se reconectar ou conhecer essa pérola. O disco vinha sendo prometido há alguns anos e foi remasterizado pelo Fabio Golfetti (do Violeta de Outono de diversos outros projetos)

Um disco que só podia ser feito por essa combinação explosiva que é o jeito Defalla de ser, e que até hoje estava esquecido e relegado as mídias analógicas e retornou essa semana em grande estilo com direito a bônus tracks às plataformas digitais com uma exelente repercussão.

O lançamento no streaming

Para alegria dos fãs, o lançamento em streaming veio com 4 faixas extras. São elas The MFK, Gitcha, Me Bike e Luv Iz da Dope.

Ouvi dizer que existem outras faixas dessa época. Não sei por que não foi lançado junto. Até onde eu sei eram 9 faixas nessa vibe do que é o disco Kinzo.

Que venham os relançamentos do disco em mídia física. Com tantos selos independentes, Alguém ai se habilite?

Link para as plataformas de streaming do ‘King Zo’

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