Relicário do Rock Gaúcho

Acervo de publicações sobre a cultura e a história do Rock Gaúcho em textos, imagens, áudio, vídeos, dados, raridades e artigos na mídia digital.

Breve apresentação do Projeto Relicário do Rock Gaúcho

Falar sobre o ‘Relicário’ é mergulhar em um dos acervos mais vibrantes e necessários da música brasileira. Se o rock feito no Rio Grande do Sul fosse um ecossistema, o Relicário seria o centro de conservação desse habitat.

O que é o Relicário do Rock Gaúcho?

O Relicário do Rock Gaúcho é um projeto de preservação de memória que atua como um museu digital e transmídia¹.

Uma iniciativa dedicada a resgatar, digitalizar e organizar a história do rock produzido no RS, desde os seus primórdios até as explosões de popularidade nas décadas de 80 e 90 aos dias atuais.

O Propósito Central

O rock gaúcho sempre teve uma identidade muito própria – influenciado pelo rock inglês, pelo rock argentino e por uma melancolia típica do sul. O problema? Muita dessa história da evolução musical estava “perdida” em fitas K7 mofadas, jornais amarelados, cartazes rasgados, fanzines guardados em porões ou na memória de quem viveu a época.

O Que Compõe o Acervo?

O projeto foca na digitalização de itens que antes eram puramente físicos e efêmeros:

  • Documentos Gráficos: Cartazes de shows históricos, ingressos, flyers e capas de discos.
  • Imprensa: As publicações na mídia, periódicos, jornais e independentes que eram as “redes sociais” da época.
  • Registros Sonoros e Audiovisuais: Gravações raras, demos e entrevistas com personagens-chave da cena (músicos, produtores e radialistas).
  • Fotografia: Cliques icônicos de bastidores e palcos de casas lendárias e de eventos memoráveis.

Por que considerar “Patrimônio”?

Embora o rock seja frequentemente visto como “rebeldia”, ele é um pilar cultural do Rio Grande do Sul. O projeto é um patrimônio porque:

  • Identidade Regional: O rock gaúcho ajudou a moldar o jeito de falar e se vestir de gerações de jovens no sul.
  • História Oral: Ao registrar depoimentos de figuras como Jimi Figueiredo (um dos idealizadores) e outros ícones, o projeto preserva a narrativa de quem construiu a cena.
  • Tecnologia a favor da Memória: O uso do meio digital garante que, mesmo que o papel se desintegre, a informação permaneça acessível a qualquer pessoa com internet.

Por Onde Começar a Explorar?

Se você quer entender a “alma” desse projeto, vale a pena buscar pelas séries de vídeos e o vasto material disponível nas redes sociais, mas principalmente no site oficial. É uma viagem no tempo que mostra que o rock gaúcho vai muito além de ‘bandas populares’. O projeto não foca apenas nas bandas que “deram certo” comercialmente, mas também no *underground* que sustentou a base de tudo e por onde artistas normalmente começaram seus trabalhos.

 

 

¹ – A transmídia (narrativa transmídia) é uma estratégia que expande uma história ou mensagem por múltiplas plataformas e meios de comunicação, onde cada peça de conteúdo oferece uma contribuição única e complementar à narrativa central, conforme definido por Henry Jenkins. O público é engajado ativamente, explorando universos ricos em diversos formatos como música, cinema, redes sociais, jogos e livros.