Bandas gaúchas e de outros Estados do Brasil, do selo Plug, ao vivo no Canecão, na cidade do Rio de Janeiro. Recorte da revistas BIZZ, sobre o lançamento do selo oficial do rock nacional, PLUG, da RCA. Aconteceu no Canecão, Rio de Janeiro – RJ, com diversas bandas, incluindo as participantes do Rock Grande do Sul. Na quarta feira Os Replicantes abriram ao show coletivo, seguido da banda TNT e o destaque com João Penca. Na quinta feira Defalla inicia as apresentações para logo tocar Os Garotos da Rua e encerra com show da banda Violeta de Outono. Na sexta feira começou com a Black Future, sendo que depois os gaúchos do Nenhum de Nós tocou meia hora.
Curiosidade: O Castor Daudt (Defalla) havia se envolvido em um acidente e estava ‘robotizado pelo gesso’. Esta foto rodou muitas revistas durante o ano todo. A imagem digitalizada “é de um lado só”, restou incompleta.
Fonte: Revista BIZZ, 10 de junho de 1996.
Canecão (RJ)
05, 06, 07, 08 e 09/11
Para lançar oficialmente seu novo selo do rock nacional — o Plug — a RCA armou um big festival no Canecão que durou cinco noites. No palco, seu mais novo/jovem cast, que tem de tudo.
Quarta-feira, calor intenso na cidade. Os Replicantes, de Porto Alegre, dão o pontapé inicial na maratona – hardcore de primeira linha, subindo pelo dorso. O público delira, até que… CLICK!, as luzes são acesas e os microfones emudecem no meio do show – uma cena bastante desagradável, pois cada banda teria apenas meia hora, o que prejudicou vários trabalhos. A seguir o TNT com um visualzinho meio Beatles, de franjinha e tudo. Não primam pela originalidade, mas pela garra com que tocam. Fechando a noite, surge o João Penca. Eles são hilários e inteligentes, brincam com todos os clichês possíveis e dão um belo show, apesar de prejudicados pelo som, horrível! Antes de ir para casa, não deixo de reparar numa figura meio andrógina alta, numa minissaia amarela, acompanhado(a) de um sujeito engessado da cintura para cima. Parecia um encontro entre Xuxa e Rococó.
Quinta-feira.
Quem disse que o calor ia diminuir? Logo no início, uma surpresa — não é que aquelas duas figuras estão no palco? Era o DeFalla, com um som de arrepiar os cabelos – uma mistura de Red Hot Chili Peppers com Beastie Boys, se é que isso é possível. Obscenidade contagiante e um show arrebatador. De trás de uma demolidora bateria surge a frágil loirinha Biba. O da minissaia chama-se Edu K. Infelizmente o arraso do DeFalla não é repetido pelos Garotos da Rua, competentes, mas que deixam um gosto insosso na boca. Muita gente aproveita para comprar uma cerveja, voltando para assistir ao Violeta de Outono. O show é mais acelerado do que o de costume, embora algumas vezes um pouco cheio de firulas. No fim o resultado é tão bom que eles voltam num bis consagrador.
Na sexta-feira vê-se o menor público, até então. O Black Future abre a noite. O clima da banda oscila entre o melancólico e o depressivo, ajudado pelo canto discursivo do vocalista Satanésio. É um som que incomoda e não há meio termo — amor total ou ódio absoluto. Nenhum de Nós toca durante meia hora, insuficiente para (…)
Fonte: Revista Bizz, junho de 1988, acervo da Biba Meira (Defalla).
