ROLA BLUES (1973-1979)
Com uma sonoridade voltada para o Blues mesclado com o Rock Progressivo, o Rola Blues teve uma vida curta, de apenas três anos. Mas deve ser reverenciado com uma composição de músicos influentes do som pesado nos anos 70, como o baixista Bugo Silveira (ex-Mantra e A Barra do Porto), o guitarrista e vocalista Deio Escobar e o baterista Pé Lopes.
O Rola, como tantas bandas da época, começou tocando nos intervalos dos bailes dos clubes da cidade, onde o trio fazia um Rock de alta qualidade para o regime da ocasião. “O Rola Blues era o mais progressivo de todos”, avaliou o baixista Bugo Silveira.
Mais tarde, integrariam o conjunto, o guitarrista base e vocalista Felipe “Aquilo” Soares, o sax de Levergier e a percussão de Fernando Baiano.
“Era muito difícil gravar porque ninguém tinha dinheiro para pagar o estúdio e ninguém se interessava por Rock na época”, lamenta Deio.
O Rola Blues se dissolve em 1976 e, no final dos anos 70, Bugo Silveira ingressa na banda Alma de Borracha e Deio Escobar participa das bandas Câmbio Negro e Trovão.
Enquanto isso, Bugo se torna bastante conhecido no meio musical por ser o proprietário da Odus, empresa responsável pela sonorização da maior parcela de espetáculos da época.
Fonte: Leite, M., Aguiar, L. A., & Torraca, D. (2015). Tá no Sangue! A História do Rock Pesado Gaúcho. Edição dos Autores.
