
AS 7 BRASAS
Poster: Apresentação do Conjunto Musical AS 7 BRASAS, de Santa Cruz do Sul, na Sociedade Recreativa Reno, em Caxias do Sul, no dia 10 de junho de 1967. De muito prestígio em todo o Estado, o conjunto era formado por Elisa, Tania, Neusa, Silvia, Marli, Dulce e Doralice.
Fonte: Jornal Caxias Magazine, Caxias do Sul, 27/05/1967
No video abaixo tem mais fotos e a história sobre as meninas.
Pesquisa: Samarone Silveira
Resumo da narração do video em formato de release:
Grupo Sete Brasas celebra 50 anos de história
O Grupo Musical Sete Brasas começou em 1964, com a fundação da Academia de Música Supremo, criada pelo maestro Edmar Bender, conhecido como Bendinha. Na ocasião, quatro alunas do professor eram de uma família que tinha uma banda chamada Gener Music, mas os instrumentos ainda estavam guardados. Bendinha teve a ideia de formar um grupo com instrumentos diferentes do acordeon e pediu que Doralice Guener trouxesse um instrumento de sopro. Ela trouxe o saxofone de seu pai. A partir daí, os ensaios tiveram início.
A irmã de Doralice, Érica Guener, também quis aprender um instrumento de sopro e, aconselhada pelo avô, trouxe o trompete. Elisa Spiz, aluna de acordeon, também se interessou pelo trompete. Neusa Guener, vindo de uma família de músicos (avô e tio baterista), foi escolhida por Bendinha para ser baterista. Completaram a formação inicial: Tânia Bender (contrabaixo e escaleta), Marle Dry (escaleta e contrabaixo), Maria Teresa Bart Maide (acorde) e Cléstum (piano), que logo se retirou do grupo. Esse foi o chamado Conjunto Musical Feminino da Academia Suprema.
Em 19 de maio de 1964, o grupo fez sua primeira apresentação na Sociedade Ginástica, em homenagem ao Dia das Mães. No mesmo ano, Bendinha fundou um conjunto masculino para acompanhar o feminino em bailes. As Sete Brasas tocaram em 62 cidades do Rio Grande do Sul, na TV Piratini, na TV Gaúcha e no Uruguai (na cidade de 33). No início da década de 1970, o grupo quase chegou ao fim, mas Edgar Ritter, militar e músico, apresentou sua filha Miriam Ritter e a amiga Rosmarie Bridenbch, garantindo a continuidade. Em 1970, foram realizadas 13 apresentações com essa formação.
Até o encerramento do grupo, em março de 1971, houve várias substituições, mas sempre mantendo sete integrantes por causa do nome. Passaram pelo grupo: Silvia Clara Agnes (guitarra), Dulce Better (acorde), Tânia Pagel (trompete), Miriam Punk (contrabaixo e voz). Ao todo, 13 meninas integraram o grupo, mas apenas uma permaneceu durante todo o período: Neusa Guener (Neusa Res), a baterista.
O grupo se apresentou em diversas cidades e eventos, como na FENAF, no carnaval de Restinha Seca e Formigueiro (1967), na Fena Vinho em Bento Gonçalves (1967), em Caxias do Sul (1967), em Uruguaiana (1967), na TV Gaúcha (1968), em turnês por Livramento (1968 e 1969), Carazinho (1969) e Santiago (1970). Em março de 1971, as integrantes encerraram as atividades para seguir estudos, profissões e casamento.
O retorno aconteceu em 2002, quando as “brasas reacenderam”. Em um encontro da turma, Miriam Mateus (ex-professora do colégio Mauá) trouxe o saxofone do colégio para Doralice. Érica comprou novamente o trompete, e Neusa comprou a bateria. O maestro Bendinha fez novos arranjos e nove ex-integrantes aceitaram o desafio, apresentando-se no almoço da Ultra VARP em julho de 2002. A partir de então, o grupo passou a participar de eventos beneficentes e culturais, de forma gratuita, com o objetivo de levar música e alegria ao público.