[PRESS] Flores e espinhos – Rosa Tattoada na Bizz (1993)

A rapaziada do Rosa Tattooada está rindo à toa. Finalmente começam a colher os frutos de quatro suados anos de carreira, onde insistiram num estilo até então menosprezado pelas majors e ridicularizado pelos roqueiros mais radicais: um hard rock melodioso com visual “garotas, cheguei!”.

Jacques Maciel (voz e guitarra), Paulo Cássio (guitarra), Eduardo Rod (baixo) e “Beat” Barea (bateria) não têm do que reclamar. Seu disco de estréia, pela gravadora independente gaúcha Nova Idéia, vendeu perto de dez mil cópias, só no mercado local. “O Inferno Pode Esperar” encabeçou asplaylists das FMs gaúchas e catarinenses por quase um ano.

Pelas mãos de Thedy Corrêa, cantor e baixista do Nenhum de Nós – também produtor dos dois discos do RT e autor de “O Inferno…” -, eles chegaram à Sony. A gravadora não pestanejou em investir no segundo álbum do grupo, que mistura regravações de oito faixas do primeiro disco com inéditas como “Voando Baixo” e “Onde Morrem Os Anjos“.

No meio das gravações, ficaram sabendo que tinham sido escolhidos para abrir os shows do Guns. “No início não ficamos a fim. Até que nos garantiram que teríamos todas as condições básicas para fazer um bom show“, diz Paulo Cássio. O fim da novela, todo mundo já sabe. A galera vibrou com o som detonado pelo grupo e até mesmo Duffy McKagan, o baixista do Guns, se ligou na apresenta-ção dos caras. “Great show!“, sentenciou.

Carlos Eduardo Miranda
C.E.M.

 

 

Comente sobre este post: