Fundado em 2013, o projeto tem se dedicado principalmente na digitalização de arquivos físicos, gerando e preservando conteúdo digital relacionado ao rock gaúcho.
Sobre o Relicário do Rock Gaúcho
O Relicário do Rock Gaúcho é um projeto documental e cultural dedicado a preservar e celebrar a história do rock feito no Rio Grande do Sul.
Ele funciona como um grande arquivo digital e colaborativo que resgata a memória de bandas, discos, shows e movimentos que definiram a identidade musical do estado.
Aqui estão os pontos principais para entender o projeto:
Preservação Histórica
O foco está em digitalizar e catalogar materiais que muitas vezes ficavam restritos a coleções particulares ou fitas cassetes esquecidas. Isso inclui:
- Fotos, filmes e áudio; periódicos, fanzines, jornais, etc.
- Cartazes e panfletos de shows e de festivais clássicos.
- Material inédito encontrado ou pouco conhecido e que são relevantes tanto para os fãs quanto pesquisadores, músicos, produtores e radialistas.
- Takes de video digitalizados e ainda inéditos na internet
Abrangência Musical
Embora destaque os “clássicos” (como TNT, Cascavelletes, Replicantes e Engenheiros do Hawaii), o projeto também joga luz sobre o ‘Lado B’ e outras bandas que tiveram álbuns lançados e pouco conhecidos. O Relicário explora as ramificações do rock gaúcho, desde o psicodelismo dos anos 60, 70 e décadas seguintes.
A Curadoria
O Relicário não é apenas um depósito de arquivos; existe um trabalho de curadoria que contextualiza por que certas músicas ou comportamentos surgiram em Porto Alegre e no interior do estado, muitas vezes influenciados pela proximidade com o Uruguai e a Argentina ou mesmo a necessidade de ingressar no ‘circuito comercial’ fora do RS. E isso faz parte da história da própria música mundial.
Por que é importante?
Nosso trabalho baseia-se em:
- Desenvolvimento de conteúdo escrito com base nos relatos contados pelos participantes desta trajetória;
- Pesquisas em livros, jornais, revistas e artigos publicados;
- Restaurações de áudio, video e impressos
Nossa Trajetória
Breve história do tempo:
Desde o começo, sabíamos que a digitalização do acervo exigiria (em algum momento) recursos e ferramentas específicas. Como grande parte do material está em mídias consideradas “obsoletas”, a demanda técnica tornou-se inevitável. O projeto cresceu além da estimativa inicial, o que nos levou a investir em equipamentos próprios. Em 2015, alteramos nosso foco para resgatar ainda mais material (sejam elas doadas ou adquiridas).
Na ocasião do fatídico momento (março de 2020) em que a OMS declarou oficialmente a pandemia de COVID-19, o Brasil já registrava mais de cem casos confirmados. Poucos dias depois, o MS anunciou a transmissão comunitária em todo o território nacional. Em meio este difícil momento, o Castor Daudt deu início para campanhas de arrecadação em projetos relacionados ao rock gaúcho e o Relicário foi um destes.
Também foi neste momento que ingressa outro integrante do time do Relicário, Luciano Flores, quem garante a hospedagem do acervo de forma pública (servidor web). Outras pessoas conhecidas passaram dar mais atenção ao nosso trabalho, divulgar de forma muito significativa e que auxiliaram muito.
Eventos como ‘Tributo Miranda’ e ‘Ano em Vortex’; a participação do Jonas Campos, em colaboração de seus ouvintes do Programa Coleta Seletiva (Dinâmico FM); Made in Sou Records, representado pelo Vicente Toniolo, que em parceria com a Prisma Discos, criamos as réplicas distribuídas nos dois eventos (supra), e agora os colaboradores do Apoia-se, que é uma atualização da ‘Live do Castor Daudt Show’, no ano de 2020.