Nos anos 80 em Porto Alegre, haviam raras lojas de discos especializadas em metal, que tinham seu espaço nas poucas com disco de rock e estas eram pontos de encontro e de referências. Então algumas começaram a inovar e improvisavam ‘salas de filmes’ para projetar videos (não só heavy metal), com som bem legal e ambiente aconchegante: um ‘Lounge Metal’. Conheça a história da MEGAFORCE, em Porto Alegre.
via: whiplash.net
O dia 2 de fevereiro de 1984 marcou a cena gaúcha de forma profunda, mesmo que inconscientemente. Trata-se da data de inauguração da Megaforce, a primeira loja exclusivamente de Heavy Metal de Porto Alegre. A pequena loja ocupava dois pisos do Centro Comercial Independência, tornando-se local de peregrinação dos jovens headbangers da década de 80, que além de adquirem LPs – que na época era o sonho de consumo da gurizada – também buscavam as famigeradas gravações de fita K7, formando assim uma turma unida, apesar das diversidades financeiras e até pela distância do interior para a capital. Muitos viajavam horas para ir comprar apenas algumas fitas K7! As atividades, entretanto, iam muito além, já que aos sábados eram exibidos VHS de shows no segundo piso, e a troca e compra de “figurinhas” (recortes de matérias e fotos de revistas) era uma constante.
Eram precisamente das mãos de Ademir Kessler, proprietário da Megaforce, e do seu sócio Jefferson Bellio, o Féfi, que chegavam aos interessados as novidades fonográficas mais pesadas editadas fora do estado e do país. “Descobrimos a Megaforce e nossos problemas acabaram, ou começaram… não sei bem, porque queríamos torrar todo e qualquer tostão lá. No início era Slayer, Venom e Exodus. Nossa! Apaixonei-me por Slayer. A grana era mirrada para poder comprar um LP. Quando podia comprar, dez gravavam, sabe como é, podia não haver uma próxima chance. Outro fato legal eram as trocas de fotos e reportagens que a gente fazia, aos sábados pela manhã, no Centro Comercial Independência. Caramba! Juntava uma vasta galera, de todos os gostos. Quantas vezes deixei de comer para comprar fotos do Slayer. Mas valeu! Também a gente aproveitava para ficar pela Megaforce para ouvir som, ver vídeos e marcar a hora do boteco”, contou Mara Slayer em depoimento para o livro.
Foto: Ademir na frente da Megaforce

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Fonte: wiplash