[PRESS] Guia de casas noturnas de Porto Alegre em 1999

A noite é feita para dançar.

Na volta das férias, a Revista ZH apresenta um guia das principais casas noturnas com pista de dança da Capital

Ticiano Osório, na REVISTA ZH, Lazer, em 14-03-1999

Transcrição da matéria publicada no jornal ZERO HORA


Contexto:

O ano de 1999 em Porto Alegre foi marcado por um paradoxo que definiu o ritmo da cidade e o comportamento de seus frequentadores. Enquanto a capital gaúcha consolidava sua imagem no cenário internacional como modelo de gestão democrática – com o Orçamento Participativo (OP) em pleno vigor e o PT no terceiro mandato consecutivo -, a economia local sofria os impactos de uma crise que atingia em cheio o bolso do cidadão.

Na contramão do otimismo político, a região metropolitana registrava uma taxa de desemprego que beirava os 20%, afetando mais de 300 mil pessoas – o pior índice em sete anos. O comércio, termômetro do consumo, amargou queda de 6,24% nas vendas em junho. Enquanto isso, o governo federal, sob o comando de Fernando Henrique Cardoso, seguia uma cartilha neoliberal que contrastava diretamente com as políticas de justiça social adotadas na esfera municipal.

Esse cenário de contrastes acirrava o sentimento de uma cidade que se via como “farol da esquerda mundial”, mas que convivia diariamente com a instabilidade econômica típica do fim do milênio. Foi nesse ambiente de tensão e efervescência que a vida noturna se transformou em muito mais que entretenimento. As baladas da zona norte e os bares underground da Cidade Baixa e do Bom Fim tornaram-se palco de novas sociabilidades – um espaço onde a geração da virada do século encontrou refúgio, expressão e identidade, enquanto o país buscava seu rumo entre a esperança política e o aperto no bolso.


 

MANARA

Depois de 10 anos em São Leopoldo, o Manara Bar mudou-se para a Capital. Agora, opera no ex-endereço da Malibu: Avenida Goethe, 200 (fone 332-9705). Atendemos a um antigo apelo dos fregueses da Capital – justifica Juca Dreier, 40 anos, gerente do Manara, inaugurado no dia 3. Os clientes são universitários de classe média. Nas paredes, há pôsteres de Elvis Presley e Ray Charles, fotos de bandas que tocaram no bar, como Pato Fu, e guitarras. Com capacidade para 800 pessoas, funciona de quintas a domingos, a partir das 22h (domingos, a partir das 20h). Tem duas pistas – a maior, no primeiro piso, fica à frente do palco no qual as bandas cover se apresentam. Dance music é a trilha no segundo andar. A consumação é de R$ 15 (mulheres) e R$ 20 (homens), e menores de 18 anos não entram. Cerveja a R$ 3. Há convênio com o estacionamento ao lado, com taxa de R$ 5. Pagamento em dinheiro, cheque e cartões Visa e Credicard.

LA CAMORRA

Aberto em 12 de outubro de 1993, o La Camorra (Avenida Goethe, 89, fones 330-9115, 331-0607 e 331-5038) retomou suas atividades no dia 27 de fevereiro. A noite de quarta é dedicada ao pagode, com consumação de R$ 5 para mulheres e R$ 15 para homens, mais R$ 5 de couvert. Quinta é a Noite da Cerveja Liberada, das 23h30min à 1h30min, com consumação de R$ 10 (masculina) e R$ 5 (feminina) e som Brasil. Sexta é a Noite Fashion, com dance music, rock e axé e público jovem. Mulheres não pagam consumação até a 1h. Depois, R$ 5. Homens pagam R$ 15. Nos sábados, com trilha sonora variada, a consumação é de R$ 10 (mulheres) e R$ 15 (homens). O bar e o restaurante são abertos às 20h. A pista, às 23h. Capacidade para 600 pessoas e estacionamento com 40 vagas. O preço médio da cerveja é R$ 4. Pagamento em dinheiro ou cheque.

RODEO DRIVE

Com cinco meses de vida, a Rodeo Drive, Avenida Goethe, 250 (fone 330-2375), está de cara nova. Reaberta no dia 6, a casa teve a fachada grafitada nos moldes californianos. No interior, foram postos adesivos de vinil de atores como Marilyn Monroe, James Dean e Clint Eastwood. A ideia é se aproximar mais da nossa inspiração, a rua em que os astros de Hollywood compram jóias e roupas – diz Felipe Veiga Lima, um dos donos da casa, que define seu público como mauricinhos e patricinhas de 17 a 20 anos. Com capacidade para mais de 1 mil pessoas, a casa funciona de quartas a sábados, a partir das 23h. Nas quartas, dias de pagode, paga-se R$ 8 (R$ 3 de couvert) e as mulheres são isentas até meia-noite. Sextas e sábados, consumação de R$ 10 (feminina) e R$ 15 (masculina). Nas quintas, o preço é variável. Cerveja a R$ 2,50. Pagamento em dinheiro ou cheque.

VENEZZA

A caçula das casas noturnas de Porto Alegre foi inaugurada na quinta passada. Localizada na esquina da Rua Mostardeiro com a Avenida Goethe (fone 333-1010), a Venezza é voltada ao público de classes A e B acima de 21 anos. Com decoração inspirada na cidade de Veneza, Itália, a casa conta com três espaços independentes. O restaurante Il Rialto, que será aberto oficialmente no dia 23, é especializado em gastronomia italiana. A danceteria subterrânea Il Lido tem na trilha sonora comandada pelo DJ Tom (ex-Malibu) pop, rock e MPB dos anos 60 para cá, além de hits da dance music. O Salão San Marcos, com vista panorâmica do Parcão e da Goethe, é destinado a desfiles, coquetéis e outros eventos.

Um empreendimento de Pedro Mello, Raibal Huwwari e Grupo Q. Midia, a Venezza custou R$ 2 milhões e levou 12 meses para ser planejada e executada. Ocupa uma área total de 2,7 mil metros quadrados e tem capacidade para 1,6 mil pessoas. Há estacionamento com manobrista e convênio com o Safe Park (Rua Mostardeiro, 800). Funciona de terças a sábados, a partir das 19h (sem danceteria nas terças e quartas). Consumação de R$ 25 para homens e R$ 20 para mulheres. O preço médio da cerveja é R$ 4.

BAR OPINIÃO

O Bar Opinião (José do Patrocínio, 834, fone 211-5668) ingressou em seu 16º ano na última quarta, com coquetel para convidados, lançamento de clipe da Ultramen e show da banda brasiliense Maskavo Roots – no dia seguinte, foi a vez do Kid Abelha. Com fachada nova e interior mais colorido e iluminado, o local ficou mais clean, na opinião de um de seus proprietários, Cláudio Favero, o Magrão.

O Opinião tem as terças, quartas, quintas e domingos dedicados a shows locais, nacionais e internacionais. Nas sextas e sábados, tocam bandas cover. O DJ Fernando Sorriso comanda o som mecânico – calcado no pop e no rock – todas as noites, a partir da meia-noite (a casa é aberta às 22h). Nas sextas e sábados, ingressos a R$ 5, com consumação de R$ 10 para mulheres e R$ 13 para homens. Menores de 18 anos não entram. A cerveja (600ml) custa R$ 4. A capacidade é de 1,8 mil pessoas, e o público é formado em sua maioria por universitários.

DADO BIER

Inaugurada em 22 de março de 1995, a mais famosa das casas noturnas gaúchas foi reaberta em 23 de fevereiro com novidades para seus frequentadores, um público de classe A/B dos 25 aos 40 anos. A Microcervejaria Dado Bier (Nilo Peçanha, 3228, fone 328-511) lançou a cerveja Golden, mais encorpada. O cardápio de pratos e petiscos foi renovado, até porque a Dado Bier quer se firmar também como centro gastronômico. No dia 25, será aberto o Tambor, um bar com música ao vivo, telão para clipes e VJ interativo. O primeiro show terá cinco bandas locais, em homenagem à Semana de Porto Alegre. A pista foi ampliada e ganhou um novo sistema de luz. Na seleção do DJ, pop, rock, dance music e pagode. Com capacidade para 1,5 mil pessoas, a Dado Bier abre de terças a sextas, às 18h30min, e aos sábados e domingos, às 19h30min. Consumação feminina a R$ 15 e masculina a R$ 20. Até 20h30min, sem consumação. Menores de 18 anos não entram. A taça de 300ml de cerveja custa R$ 3,20. Pagamento em dinheiro, cheque e cartões de crédito.

NOTREDAME

Aberta em 30 de julho de 1998, a NotreDame (Florêncio Ygartua, 106, fone 222-4978) voltou das férias no dia 4 com novidades. A boate com mezzanino ganhou entrada independente do restaurante L’Assiette e a presença de dois performers em queijinhos, como na libra. Na seleção do DJ Pacheco, hits do techno e do pop atual e clássicos da disco music. Com capacidade para 1,2 mil pessoas, a casa tem estacionamento terceirizado, com manobrista e taxa de R$ 7 por carro. Funciona de quintas a sábados, a partir das 22h. Nas quintas, consumação de R$ 15. Sextas, mulheres pagam R$ 15 e homens, R$ 20. Sábado, consumação de R$ 17 (feminina) e R$ 22 (masculina). A cerveja custa em média R$ 3. Pagamento em dinheiro, cheque e cartões American Express e Credicard. Para o proprietário, o francês Olivier Dominguez, 44 anos, o Notre-Dame recuperou o público do Bere Ballare, de classe média alta e na faixa dos 22 aos 40 anos.

SANTA MÔNICA

Aberto em julho de 1997, o Santa Mônica (Rua Dom Pedro II, 592, fone 343-8312) volta a funcionar dia 24. Com cinco ambientes decorados com motivos americanos, indianos, escoceses, africanos e mexicanos (incluindo o restaurante e duas pistas de dança), a casa importou sofisticados equipamentos de som e luz e será climatizada com ar condicionado central. Para evitar falta de energia elétrica, foi instalado um gerador próprio. Com um público formado principalmente por profissionais liberais de 25 a 35 anos, o Santa Mônica funcionará de quintas a sábados, a partir das 21h. Consumação de R$ 15 para mulheres e R$ 20 para homens (R$ 25 nos sábados). Preço médio da cerveja: R$ 3. O estacionamento tem 200 vagas e manobrista. Pagamento em dinheiro, cheque e cartão de crédito. Menores de 18 anos não entram.

CORD

Situado na Rua Casemiro de Abreu, 1223 (fones 330-3900 e 331-5381), o Cord Night Club é uma casa que, em geral, vira duas. O Cord é geminado ao C.Clone, e ambos tem como dono Eduardo Alvarez. Juntos, comportam 1,6 mil pessoas. Aberto em 1990, o Cord funciona de quartas a sábados, a partir das 22h30min. Seu público-alvo são jovens de 16 a 21 anos, de classe média. O DJ do Cord leva os sucessos das paradas de rádio para a casa noturna, que tem vista para o Partenon. A consumação é de R$ 15 para homens e R$ 8 para mulheres (com convite ou cartão VIP fica R$ 10 e R$ 5, respectivamente). Meninas não pagam até 23h, e os menores de 18 anos recebem um cartão de consumação com uma tarja indicando a proibição de consumo alcoólico. É proibida a entrada de menores de 16 anos e rapazes com camisa de times de futebol e bermuda (é bom maneir no uso de tênis também). Pagamento em dinheiro, cheque e cartões Visa e Credicard.

NUKANUA

A Nukanua voltou a funcionar no dia 6, depois das férias de janeiro e fevereiro. Situada na Dom Pedro II, 521 (fone 337-2580), a casa está no terceiro ano de atividade com o atual dono. Tem capacidade para 1,1 mil pessoas e funciona às sextas e sábados, a partir das 23h. Para receber seu público-alvo – jovens de 16 a 21 anos, a maioria estudando em colégios particulares –, a Nukunau reformou o sistema de ar condicionado e colocou mais camarotes. O local tem duas pistas de dança, com o mesmo som – sucessos do pop, do rock, do pagode, da axé music e da dance music. Na pista maior, cabem 600 pessoas confortavelmente – garante Atila Vasconcelos, gerente do Nukanua. A consumação é de R$ 15 para homens e R$ 10 para mulheres. O preço médio da cerveja é R$ 3. Menores de 18 anos recebem um cartão de consumação diferenciado para que não sejam vendidas bebidas alcoólicas a eles. Pagamento apenas em dinheiro.

BARBAZUL

Após quatro festas para os clientes VIP, o Barbazul (Avenida Itaqui, 57, fone 331-6180) foi reaberto no dia 6, véspera do quarto aniversário da casa especializada em coquetéis. Decorado com motivos de pirata e cartazes de filmes como Trainspotting, Showgirls e Cassino, o bar tem um público de classe A/B, dos 18 anos em diante. Há muitos profissionais liberais, jornalistas e publicitários – diz o gerente Emerson Garcia.

A nova fachada tem barris, uma caravela estilizada e uma bandeira que é hasteada de terças a domingos, às 19h. O assoalho ganhou um piso de tabuão, e o sistema de ar condicionado foi reformado. As terças e sábados há shows com a banda Bruxa Vinil (pop), às quartas, quintas e sextas com Os Três Acústicos (rock) e aos domingos com The Travellers (anos 50, 60 e 70). Na pista, toca rock, pop e músicas de filmes como Pulp Fiction. Capacidade para 450 pessoas. Consumação de R$ 15 (feminina) e R$ 20 (masculina), com couvert de R$ 4,50 a R$ 7. Cerveja a R$ 3,50. Pagamento em cheque e dinheiro.

FIM DE SÉCULO

O Fim de Século (Plínio Brasil Milano, 427) existe há 12 anos (entre 1992 e 1994 era a casa de samba Kizomba) e foi reaberto dia 4. Com capacidade para 600 pessoas, funciona de quintas a sábados, a partir das 23h30min, e tem duas pistas. No Deep Bar (exceto quintas) toca funk, rock, soul, disco e trip hop. A trilha da Allien Station é mais radical: lá, o techno do Prodigy é tão convencional quanto Madonna. Nos sábados, a partir das 4h, tem After Hours. Uma vez por mês, um DJ de fora do Estado ou do país comanda a festa. A novidade são os 40 feixes de laser importados, dentro da ideia de unir o underground à high tech. Um dos quatro sócios da casa, Silvio Freitas, 43, diz que o público é formado por clubbers, modernos, gays e mauricinhos e patricinhas atrás de uma noite alternativa. Ingressos a R$ 5 (quintas), R$ 7 (sextas) e R$ 10 (sábados) – com bônus, R$ 3, R$ 5 e R$ 7, respectivamente. Cerveja a R$ 3. Para pagar, dinheiro ou cheque. Menores de 18 anos não entram.

STRIKE 410

No ano em que festeja o sétimo aniversário, o Strike 410 (Cristiano Fischer, 410, fone 334-8668) dá presente aos clientes: durante o mês de março, os jogos (boliche e sinuca) são liberados até a meia-noite. Aberta de quartas a sábados, a partir das 19h, a casa tem capacidade para 1,2 mil pessoas e duas pistas de dança que começam a funcionar à meia-noite. Uma fica no primeiro piso e é dividida com o palco em dias de show. A outra, no terceiro andar, tem vista para os bairros Petrópolis e Bela Vista e teto retrátil. Toca de tudo na primeira pista, e a dance music predomina na outra. Às quintas e sextas há shows de pagode ou rock, e às quartas e sábados, bandas cover. O público é formado em sua maioria por jovens de classe média de 17 a 25 anos, segundo o gerente Victor Trasel, 34. Nas quartas e quintas, consumação de R$ 10. Às sextas, homens pagam R$ 15 e mulheres, R$ 12. Nos sábados, R$ 18 e R$ 12. Cerveja a R$ 2,50. Pagamento em cheque, dinheiro ou cartões.

AZTECA

Inaugurado em outubro de 1996, o Azteca Cocina Mexicana (Rua Padre Chagas, 44, fone 222-4414) não tirou férias neste começo de 1999. Com dois andares e capacidade para 800 pessoas, a casa é aberta de terças a domingos, a partir das 18h30min. A pista de dança funciona nas terças, quartas, quintas e domingos, a partir das 23h30min – sextas e sábados, o Azteca torna-se restaurante com música ao vivo.

Há shows todos os dias, sendo que as terças são dedicadas ao reggae, e as quintas e domingos, ao pagode. O preço médio do couvert é R$ 4,50. Nas quintas e domingos, cobra-se consumação de R$ 5 para mulheres e R$ 10 para homens. A cerveja custa em média R$ 3. Pagamento em dinheiro, cheque ou cartões Visa e American Express. Os clientes, na maioria, têm mais de 24 anos e situam-se entre as classes A e B.

DANTE BAR

Aberto em 27 de agosto de 1998, o Dante Bar (Cristóvão Colombo, 1410, fones 395-1844 e 395-3771) tem uma clientela intelectualizada segundo Gerson Antunes, 30 anos, responsável pela programação e divulgação. Por isso, também tem uma livraria e jogos de dardo e de mesa, como xadrez e dominó. A casa é aberta de terças a sábados, às 18h30min. Os shows de música começam às 23h30min, depois dos espetáculos de dança flamenca ou do ventre. A terça é dedicada a bandas novas. Na quarta, o blues domina o repertório. Nos demais dias, os shows ficam por conta de bandas cover. A pista é adaptável: à medida que as pessoas se levantam para dançar, mesas e cadeiras são arrastadas. O DJ só não tem discos de bate-estaca nem pagode. Com capacidade para 300 pessoas e estacionamento com 50 vagas, o Dante cobra couvert de R$ 5 e consumação de R$ 5 (de terça a quinta) e R$ 10 (sexta e sábado). Cerveja a R$ 2,90. Pagamento em dinheiro ou cheque.

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VIVO PRA ISSO

As portas do Vivo pra isso serão reabertas no dia 18 de março. Inaugurado em 6 de novembro de 1997, o bar e danceteria divide o número 527 da José do Patrocínio com a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Funciona de quartas a domingos, a partir das 21h30min. Nas quartas e domingos, tem karaokê sob o comando de Douglas Marvel. Nos outros dias, bandas cover se encarregam da festa. A casa também tem um DJ, que aposta nos sucessos radiofônicos para fazer o público dançar.

Com capacidade para 200 pessoas, o Vivo pra isso cobra consumação de R$ 7 e couvert de R$ 3. O preço médio da cerveja é R$ 2,50. Para pagar, pode-se usar dinheiro, cheque e, a partir deste ano, cartão de crédito Visa. No fim do ano passado, a casa trocou o sistema de ar condicionado. Segundo seu proprietário, Roberto Martins de Oliveira, 28 anos, a faixa etária do público é de 25 a 30 anos, e boa parte trabalha na imprensa.

BAR OCIDENTE

Aberto em 1980, o Bar Ocidente (João Telles, esquina Osvaldo Aranha) é uma das mais tradicionais casas noturnas da Capital, mas não é chamado de danceteria pelo próprio dono, Fiapo Barth: “O pessoal dança como se estivesse numa festa caseira, o som é doméstico”.

Com capacidade para 450 pessoas, funciona de terças a sábados, a partir das 20h30min (ao meio-dia, serve almoço). Nas terças e quartas, só o bar é aberto. Nas quintas, há shows acústicos, com ingressos a R$ 5. A “pista de dança” funciona às sextas e sábados, com ingressos a R$ 5, sendo R$ 2 de consumação (uma cerveja). Nesses dias, as portas são fechadas às 2h, e o balcão, às 4h30min. Pagamento em dinheiro ou cheque. Menores de 18 anos precisam de um acompanhante para entrar.

O público pode ser definido como alternativo. Os DJs são proibidos de tocar axé-music, pagode, hip hop e charm. Tem ar-condicionado “natural”: janelões com vista para a Redenção. Até abril, deve ter café e coquetéis.

ELO PERDIDO

Com capacidade para 250 pessoas, o Elo Perdido (Garibaldi, 1330) foi fundado em 1991, como bar (no térreo) e brechó (no segundo andar). Em 1995, foi comprado por Cecília Capovila, 24 anos, e Antônio Morozini, e, em dezembro de 1997, ganhou pista de dança. Nas quartas, o DJ Malásia toca funk, soul e rap. As quintas são reservadas para DJs das rádios.

DR. JEKYLL

Inaugurado no dia 29 de outubro de 1997, o Dr. Jekyll (Travessa do Carmo, 76, fone 226-9404) não tirou férias no verão. Por isso, deixou para realizar ao longo do ano as reformas na fachada e na decoração. Aberta de terças a sábados, a partir das 22h, a casa comporta 250 pessoas e está tentando firmar um convênio com o estacionamento do largo da Espanha, que não funciona à noite. Na pista localizada no segundo andar só não se dança pagode nem bate-estaca – a tônica está no pop, no rock e em clássicos dos anos 70 e 80. Para Maurício Pinto, 36 anos, gerente do Dr. Jekyll, quem frequenta a casa é um pessoal “sem frescura e atrás de diversão”, na faixa dos 20 a 40 anos, que atua principalmente na imprensa e na publicidade. A danceteria também abriga exposições e dá espaço para bandas como Ultramen, Graforréia Xilarmônica e Cowboys Espirituais. A consumação é de R$ 10 para homens e R$ 5 para mulheres (em dias de show, só se cobra o couvert de R$ 3 ou R$ 5). O preço médio da cerveja é R$ 2,50. Pode-se pagar com dinheiro, cheque ou cartões American Express e Visa. Menores de 18 anos não entram.

ÁTRIO CAPITÃO

Criado há 13 anos, o Átrio (João Pessoa, 599, fone 225-3438) funciona de quintas a domingos, com programações distintas. Nas quintas, das 15h às 20h, ocorre o Baile da Maturidade, para idosos. No domingo, das 18h à 1h, é a vez do Baile do Namoro. Os jovens dos 16 aos 25 anos de classe média baixa são os protagonistas das noites de sexta e sábado, a partir da meia-noite, com trilha sonora que vai do funk melody ao pagode. Na sexta, o som fica por conta do DJ Jean. No sábado, a festa tem o comando de Arlindo Sassi, DJ da Rádio Cidade – em razão desta noite, a casa ganha um segundo nome, Capitão 7. Nas duas pistas da casa, que tem capacidade para 2 mil pessoas, a turma demonstra afinação nas coreografias – e lembra o tempo da discoteca.

“Parece ensaiado em casa, mas todo mundo aprende aqui”, garante Sassi.

Os ingressos masculinos custam R$ 5, e os femininos, R$ 3 – meninas com carteira de identidade não pagam. Os menores de 18 anos levam um carimbo na mão para evitar que lhes sejam vendidas bebidas alcoólicas. O preço médio da cerveja é R$ 2.


Documento em PDF com as imagens do jornal

Pesquisa: Samarone Silveira

 

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