fev 032021
 

No dia 3 de fevereiro de 1984, o corpo de Carlinhos foi encontrado em sua cabana rústica na Praia do Rosa, SC – a primeira construída lá. Os amigos o tinham visto pela última vez em 29 de janeiro. Tinha 37 anos e, três meses antes, aprontara seu primeiro disco individual, “Risco no Céu” (que só seria lançado postumamente).

Era um dos mais importantes compositores do RGS, um líder, um agitador cultural. Foi o criador das seminais Rodas de Som, em 1974/75, no Teatro de Arena. Pequeno, longos cabelos loiros, olhos sempre atentos atrás de óculos de aro fino, era calmo e de fala macia. Organizava o movimento musical de Porto Alegre por acreditar nele.

Foi um artista e uma pessoa que deixou muita saudade nos amigos e todos os que o amavam, como eu. Uma perda do tipo irreparável. Por volta das 7 horas da manhã do dia 4 o telefone me acorda. Era Bebeto Alves, chorando, que me dava a péssima notícia. As circunstâncias da morte (segundo a polícia por enforcamento) nunca foram devidamente esclarecidas. Há fundadas suspeitas de que a polícia catarinense o teria assassinado. Talvez por acidente, exagero na violência do espancamento – o cadáver estava sem vários dentes. As autoridades catarinenses nunca fizeram questão de esclarecer os fatos, deixando o tempo passar para a morte cair no esquecimento.

Publicado por Juarez Fonseca no facebook

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