dez 241988
 

No rock, foi o ano da consolidação das bandas gaúchas no centro do país.

Os Engenheiros do Hawaii tocaram muito nas rádios, lotaram o Araujo Vianna e foram morar perto da capital, onde lançaram seu 3ª LP.

O Defalla conquistou a crítica da revista Bizz e lançou seu segundo LP, um dos melhores do ano. Depois se despediu de Porto Alegre em direção à São Paulo, mas retornou no final do ano, sem grana no bolso.

Nenhum de Nós emplacou ‘Camila Camila‘ no Rio de Janeiro e aportou também em seu cais; TNT chegou em seu segundo LP vendendo bem; Os Garotos da Rua ao terceiro LP; Os Replicantes preparam o seu próximo disco; Lançamento da coletânea ‘Rio Grande do Rock‘ e no interior do RS, muitos shows coletivos como as duas edições do ‘Rock no Viaduto’ (em Porto Alegre).

A Vortex continuou contribuindo para a história gravando várias fitas de bandas novas, como A Graforréia Xilarmônica, Verdruss, 3D e Esporte pra Dois. Fugheti Luz fez várias criações para seu disco solo, Julio Reny teve um bom ano e Carlos Eduardo Miranda continuou montando e desmontando bandas.

Astaroth anunciou a sua dissolução, assim como o Taranatiriça voltou totalmente diferente; Os Cascavellettes lançaram seu primeiro disco independente e se firmaram como banda de maior sucesso fora do mercado, enquanto Colarinhos Caóticos, também com seu primeiro LP independente, foi a revelação.

Jornal ZERO HORA, dia 24 de dezembro de 1988