A SEGUNDA DEMO (EP)
‘Em 1991 gravamos nossa segunda demo-tape. Aquela fitinha pequena de rolo e que hoje parece coisa de outro mundo. Estavam aí duas canções: os funk-rocks “No prego das Palavras” e “Não Diga Não“. Sons mais maduros, demonstrando evolução e personalidade musical.
Entre os anos de 1991 e 1993 a Borboleta Negra tornou-se habitué de uma das mais históricas casas de espetáculos de Porto Alegre e do RS à época, o Porto de Elis. E foi nesse mítico palco que a banda dividiu emoções com vários comparsas sonoros. Como a gurizada da Van Gogh, lenda do rock esteiense e uma das mais criativas formações que o rock sulista já viu. Cena que também recebeu generosos espaços da mídia da capital, como a Zero Hora.
LOGO
Quando pensamos no logotipo da banda, criado pelo @germano_ilustra, queríamos algo que trouxesse a essência do rock. Escolhemos a guitarra. A partir disso, incorporamos as asas da borboleta e toda a beleza e semiótica de vida, em permanentemente transformação, quando vemos esse inseto. Na sua arteirice, Germano puxou para algo plástico, psicodélico e líquido entre Hendrix, Prince, Motley Crüe e o glam rock. E o que mais cada um possa imaginar.
PALAVRAS
Conteúdo textual e fanfarrão de um Black Butterfly ZINE, entre 1994 e 1995. Nos guiávamos pelo som, mas também havia espaço para afirmar textualmente o que sonhávamos pra vida e pro mundo. Se íamos ou não conquistar o Planeta montados no alazão dourado do rock’n roll, isso pouco ou nada importava. De certo apenas que diversão, arte, sex experience, a coragem e, por vezes, insanidade juvenil, nos movia.
LETRA de “No Prego das Palavras“. Poesia ébria, riscos e rastros de um amor que se perdeu. Citações a Maiakowsky, noites do Bom Fim. Acabou transformada num hard-funk de riff poderoso’.
RELEASE: A FITA E O SHOW DE LANÇAMENTO
Baticum.Tric-tric-ragga-jazz. Tra-la-la-sambadrome. Funk-ronks-vanerao. Negritude na atitude musical e no balanço branco-noise-pulsação. Como definir a batida das calçadas e o coração das ruas? Como definir e despir a cacetada e o relhaço sonoro, antetaminico da BORBOLETA NEGRA? Excitação e violência para ou sentidos mala precavidos. Química de suor, hipnose, cachaça e guaraná. Feito. É isso aí!
Liquidificador sonoro pra lã de competente. Estão juntos h; quase 05 anos, que parecem 15 ou 20, tal a afinidade de com que deixam isso transparecer ali, no palco. Ponto para os fãs que sacam o delírio-nervo-music exposto e para FREDI ENDRES (guitarra, letras e vocal) PANCHO LOPES (bateria, percursionista), NANDO ENDRES (baixo e vocais) e TOM BELMONTE (voz, letras).
Há também respeito por parte de músicos e crítica gaúcha e nacional, pois são considerados uma das mais impor tantos bandas surgidas no cenário Rock’n roll do Sul nos anos 90. Que o diga o Compacto de 93 “Única Verdade”, um marco na sacanagem “funker” da banda. Saber mais e dizer mais da BORBOLETA NEGRA ao se for ao vivo ou em cores, ou melhor, em preto e branco.
TEXTOS: Borboleta Negra (Facebook) e pode escuta-los no Spotify
Áudio remaster 2025 (320kbps)



