dez 222015
 

Nesta transcrição feita pela Bruna em dezembro de 2015, o Edu K conta sobre a preparação do disco com músicas inéditas do Defalla, o MONSTRO e o seu trabalho solo, BOY LIXO, entre outras coisas que os fãs mais antigo conhecem e que é novidade sempre. A entrevista foi transcrita (na verdade foi degravada) na íntegra e tem seus devidos créditos no final do texto. A ilustração: imagens da Bruna e pesquisadas nas páginas oficiais do DEFALLA e do EDU K.


Bruna Entrevista: 8×25 – Edu K | 22 de dezembro de 2015

Oi, oi, minha gente… Beleza? Não tão beleza, já que essa é a última entrevista do ano, não é mesmo? Mas… Como eu disse, ano que vem estamos de volta. Não vou enrolar muito, já que essa entrevista é “A” entrevista… Edu K foi um lindo, querido e já quero fazer amizade com ele para sempre depois dessa entrevista… O cantor, compositor, produtor musical, DJ, apresentador de TV e sócio fundador da banda “Defalla”, uma das mais influentes e festejadas bandas do rock brasileiro, tem mais de trinta anos de carreira, e isso tudo e mais um pouco em seu fantástico currículo! Em nova fase, e sediado novamente em São Paulo, este personagem multimídia se prepara para o lançamento do novo disco de sua banda, “Defalla”, em 2016, segue com sua carreira de DJ, com sets que vão do pop ao electrohouse, passando pelo trap e o hardstyle e acaba de relançar seu EP de Trap Pop, “Boy Lixo”, com o vídeo clipe da faixa “20çeduzir”, que já vem bombando nas pistas desde 2014 e agora, vai contar sobre vários momentos de sua longa carreira de sucesso. Vem comigo!

Bruna Jones: Você é músico, cantor, produtor musical… Quando foi que você percebeu que a música era a tua praia?
Edu K: Então, é… Não tem ninguém na minha família que tivesse sido músico ou que tivesse trabalhado com música, não tinha essa tradição, então não é uma coisa que tenha vindo dai. Eu quando era pequeno não gostava muito de música para dizer a verdade e o dia que eu comecei a me interessar por música foi no dia em que eu ouvi no rádio da minha mãe a música “Como minha vovó já dizia” do Raul Seixas. E até naquela época ela tinha que esconder o rádio em cima do armário, porque eu dizia “vou quebrar”, não sei por qual razão, eu não gostava de música. Tinha uma aversão a música. Olha que coisa doida? Ai quando ouvi essa música pela primeira vez, pensei: “Olha, isso é legal, hein?”. Inclusive até o “Defalla”, minha banda, a regravou depois e tal… Bom, essa foi a primeira coisa. A segunda coisa foi que a partir dai eu comecei a prestar atenção em música, e eu morava na Vila Olímpia e estudava no colégio Coração de Maria, e eu ia a pé para o colégio, já que era perto, e ai todas as padarias de esquina que eu passava, estava tocando música na rádio, naquela época, anos 70 era tipo, “Queen”, “Elton John”, “Alice Cooper”, essas coisas… E ai eu comecei a ouvir e pensei: “Poxa, legal”… E ai, a terceira coisa que veio para quase fechar a tampa, foi que eu ouvi o “James Brown” na televisão, aquela rotina dele de colocar a capa, e ai eles tiram a capa, voltam e colocam a capa… Eu me lembro de ver isso em preto e branco ainda, naquelas televisãozinha pequena, e eu “Nossa! Isso é o que eu quero ser da vida…” E ai, pra acabar de vez, foi “Os Embalos de Sábado a Noite”, no final dos anos 70, inicio dos 80, foi a consagração do John Travolta, aquele filme sobre a onda disco, que na verdade já tinha até passado de moda e tal, e ai chegou no povão no final dos anos 70, em Nova Iorque, no meio dos anos 70 já tinha tido o seu auge, mas ai, eu moleque vi aquele cara dançando, aquelas roupas e tal, e pirei. Ai eu comecei a me vestir daquele jeito, camisa aberta no peito, medalhão, cabelo penteado para trás e eu era um moleque ainda, todo mundo me olhava na rua e dizia: “Nossa, que que é isso?” Mas, foi assim que eu entrei no mundo da música. E teve também uma pessoa que me incentivou muito, meu primo que mora lá em Porto Alegre, e ele era filho de uma família muito grande, que é a irmã do meu pai e a gente passava o natal lá e tal, e na casa dele tinha duas coisas em abundancia: Discos de vinil e gibis, então era um paraíso para mim. Então ele me mostrou muita coisa e eu comecei a ouvir muita coisa com ele, já que em casa, meus pais ouviam mais jazz, MPB, bossa nova, essas coisas… E com o meu primo eu comecei a ouvir mais rock, jazz rock, coisas assim…

Bruna Jones: Você teve o apoio de sua família para seguir profissionalmente no ramo musical?
Edu K: Sim, meus pais desde que eu era pequeno, sempre foram pais bem progressistas para os anos 60, eu nasci em 68, e eles ainda não era uma geração que poderia se dizer de “pais hippies”, por exemplo, entendeu? “Pais modernos”… Mas, eles sempre me incentivaram, minha mãe sempre me levava ao cinema, ainda bebê, me levava no colo para poder ver os filmes, meu pai me levava em drive in, para ver os filmes… Drive in eram aqueles cinemas em que era ao ar livre e sempre me incentivaram, me davam gibis, livros, tesoura, cola, massinha de modelar… Parece que eles meio que me treinavam para ser uma pessoa artística, não sei se realmente foi a intenção deles, mas, acabou acontecendo isso. E quando eu fui para o lado da música, é claro, especialmente o meu pai, ele teve um receio, já que não era uma profissão muito fácil, digamos assim, mas, não que eu pensasse como profissão naquela época, mas, uma hora isso iria acabar pegando, e eles apoiaram, sim. A única coisa que, quando, dei “aquela pirada geral”, meu pai estava morando no Iraque, porque meu pai é um nômade, eu já morei em tudo quanto é lugar, já morei no Paraguai, Foz do Iguaçu, Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro… Então, ele estava morando no Iraque e justamente naquela fase auge da minha adolescência, quando cheguei em Porto Alegre, em 83, montei uma banda lá, que acabou gerando a banda “Defalla” alguns anos depois, e ai eu descolori o cabelo, coloquei brinco na orelha, comecei a usar umas roupas tipo “Duran Duran”, umas roupas da minha mãe também, eu usava… Quando ele chegou em casa, tomou um susto, falou: “Nossa, o que está acontecendo aqui?” e eu tinha parado de estudar, tem mais esse detalhe também, falei para a minha mãe: “Olha, repeti de ano, fui expulso.”, porque comecei a trabalhar na noite e ai tinha sono no colégio, não fazia as provas, ia com a roupa que eu queria e era colégio de freira e ai me expulsarão. E ai eu vi que não era para mim e minha mãe falou que depois nós veríamos isso com o meu pai. Ai, quando ele chegou, levou meio que um susto, mas que acabou passando depois. Eles sempre foram pais bem progressistas assim.

Bruna Jones: Você foi o responsável pelo nascimento do “Defalla”, como foi que você se juntou com os demais músicos?
Edu K: Então, quando eu me mudei para Porto Alegre em 83, e nessa época era o auge do ativismo em Porto Alegre, eu sou de lá, mas vim morar em São Paulo por dois anos, a gente sempre viajou, até que eu voltei em 83 para lá, e eu já tinha uma banda em Foz do Iguaçu, quando eu morava lá e quando eu voltei para Porto Alegre, eu quis montar uma banda lá e comecei a procurar músicos e tal, e um dia eu encontrei em uma loja, um borguetinho, tocador de gaita, ele era o cara mais famoso, ele era o roqueiro da época, e eu pensei “Putz, não tem nada do que eu gosto aqui”, eu já gostava de New Wave, tipo “Duran Duran”, “Culture Club”, essas coisas assim… E ai, um dia eu estava em uma loja de discos usados e vi um disco na parede, que era o “One Step Beyond” que era de uma banda chamada “Madness”, que era uma banda com um estilo dos anos 80 da Inglaterra, que misturava Sky com New Wave, com rock e ai, as bandas também eram com brancos e negros, e ai eu vi esse disco e quis, quando fui pegar, outros dois caras também foram pegar. Um desses caras, era o Gerbase, o Baterista dos “Replicantes” e o outro era o Miranda (Que foi jurado do “Ídolos” e outros programas do SBT) que na época tinha uma banda chamada “Urubu Rei”, e ai a gente se encontrou, todo mundo tinha banda, e eu e o Miranda fomos ver o ensaio do pessoal dos “Replicantes”, achamos incrível, eles eram meio que “Sexy Pistols”, isso em 83… Para você ter uma ideia, o punk ainda era uma coisa razoavelmente recente. Depois disso, fui na casa do Miranda, ele ainda ensaiava por lá, para ver o ensaio do “Urubu Rei”, que era uma banda super moderna para a época, com influencias de New Wave e já mais abrangente, e eu sacava mais dessas coisas e pensei “achei minha turma!”, quando cheguei na casa dele, a banda era a Biba Meira que é a baterista do “Defalla”, o Castor Daudt que é o guitarrista do “Defalla”, o Flávio “Flú” Santos que foi o baixista do “Defalla”, e eu vi esses três tocando e eu precisava tocar com esses caras. Então, aos poucos acabei “roubando” esses três e trazendo para o “Defalla”, foi assim que eu os encontrei. Só que até virar essas banda que eu queria, foi um período em que era eu cantando e tocando guitarra, Biba Meira tocando a bateria e o Carlo Pianta tocando baixo, e essa foi a primeira formação do “Defalla”. Ai mais tarde que o Carlo saiu e o Castor e o Flávio entraram, e se formou o que podemos dizer “a formação clássica” do “Defalla”. E agora, o Flávio saiu de novo da banda e o Carlo voltou, e essa é a formação atual.

Bruna Jones: Vocês participaram de diversos eventos musicais ao redor do mundo. Tem algum que seja o seu “queridinho” ou que foi mais especial?
Edu K: Em termos do “Defalla”, eu acho que a coisa mais especial que nós fizemos foi participar do “Hollywood Rock” em 1993, que foi um dos primeiros grandes festivais de rock que aconteceu no Brasil e que foi patrocinado por uma marca. Antigamente não é que nem hoje, em que todas as bandas passam pelo Brasil e tocam, era muito difícil, e nesse show tocaram o “Nirvana”, “L7”, “Alice In Chains”, “Red Hot Chilli Peppers”… E a gente tocou junto com essas bandas, a gente abria o dia, com 70 mil pessoas em São Paulo e 80 mil pessoas no Rio de Janeiro, então, foi o momento auge para a banda, e foi muito doido, e eu acabava o show fazendo uma zoeira com o pessoal do “Red Hot” que na época eles tinham uma brincadeira “Cock in Sock”, que era vestir o seu membro em uma meia de futebol, ou seja, ficar pelado ali, só com aquela meia, e eu me apresentei assim, fui perseguido pelo país inteiro, mas, acabou sendo o momento áureo assim. E como DJ, acabei viajando o mundo inteiro, comecei minha carreira em 2005, quando lancei a música “Popozuda Rock n’ Roll”, na Europa, que foi uma música que o “Defalla” lançou aqui em 2000, mas, lancei lá na Europa em 2005, como artista solo e acabei viajando o mundo inteiro, toquei no Canadá, Estados Unidos, toda a Europa, Austrália… Então, esse conjunto todo da obra de shows, também foi uma coisa marcante, mas… Eu acho que o momento mais especial assim, foi tocar no festival “Melt!” na Alemanha e no “We Love Sounds” na Austrália, que foi um ponto auge da minha carreira lá fora.

Bruna Jones: O seu visual sempre foi bem diferente, isso é para promoção artística ou você usa apenas aquilo que te faz se sentir bem com sua personalidade?
Edu K: Então, nunca tive o intuito de promoção, eu acho que o visual pra mim é uma expressão tão forte quanto à música. Eu gosto muito de cinema, de literatura e isso tudo influencia no que eu faço. E eu acho que a vida da gente é a obra e a maneira que a gente apresenta essa obra, é com o nosso corpo, é com as nossas roupas, entendeu? As minhas roupas falam por mim, elas passam um tipo de mensagem, às vezes subliminar, às vezes na cara e assim vai. Mudo de ideia muito rápido também, tanto musicalmente quanto de visual, eu sigo muito as minhas paixões, por exemplo, agora eu estou em uma paixão mais “mode” assim, lacoste, calça justa dobrada na barra, coturno e também tem um lance mais “Justin Timberlake” assim, de ternos e blazers, eu sai um pouco daquele visual de “A Fazenda” que era mais “Miley Cyrus”. É assim que eu estou me sentindo agora, e é assim que eu me expresso, então é muito mais pressão pessoal, não tem a ver com uma promoção, digamos assim.

Bruna Jones: Uma de suas músicas mais famosas completou 10 anos agora em 2015, como foi o surgimento da ideia da “Popozuda Rock n’ Roll”?
Edu K: Na verdade ela completou 15 anos, em 2005 ela foi lançada na Europa e no mundo inteiro, consegui fazer muito sucesso com ela, foi usada em comerciais de empresas grandes como “Nike”, “Cola-Cola”, “Sony Ericcson”… E filmes, como o “Velozes e Furiosos 5” e séries como “CSI”, vários jogos de videogame, como o “Max Pane”, então realmente, foi a música que me projetou não só no Brasil, como no mundo inteiro, então é uma música muito importante. Ela também surgiu de uma paixão, quando eu me apaixono por uma coisa, eu vou atrás, tento aprender a fazer… E nos anos 80, eu conhecia o “DJ Malboro” com as coletâneas dele de funk e eu achava demais aquilo, eu via a ligação do funk do Brasil com “Miami Bass” dos Estados Unidos, da Flórida, que era por sua vez, derivado do Hip-Hop… A música é assim, tem uma grande arvore genealógica que quem gosta de música entende de onde as coisas vêm e isso é sempre uma coisa surpreendente, divertido de se ver. E eu gostava de todas essas influencias e o funk brasileiro daquela época tinha todas essas influencias. Depois, nos anos 90, eu passei um tempo no Rio de Janeiro produzindo uma banda chamada “Tubarões Voadores” e a gente só ouvia no carro as rádios de montagem, montagem são vinhetas de funk muito doidas, que são mais instrumentais com picotes de vocal, então tinha montagens com o Silvio Santos, “Teletubbies”… E ali eu fiquei doido pelo funk, tipo, “nossa, isso é demais”. E ai, em 97 talvez, 98… Conheci uma banda em Porto Alegre, que era uma banda maravilhosa que mistura funk com guitarra pesada, tipo ratos de rock com funk do Rio, e eu adorava aquilo, por gostar das mesmas coisas, então eu produzi o disco deles e dessa convivência, de voltar a ouvir funk e as coisas americanas também, que vinha antes dessa onda toda moderna de R&B, então juntamos todas essas coisas e montamos o álbum “Broncas Legais” que é o primeiro disco da banda, e isso me inspirou muito, nessa mesma época eu comecei a escutar muito o “Furacão 2000”, então resolvi pegar a banda e me mudar para o Rio de Janeiro, para perseguir esse universo do funk e foi lá que surgiu a “Popozuda Rock n’ Roll”, assinamos com a Sony e depois disso estourou o “Bonde do Tigrão” na própria Sony, porque eles viram que era uma coisa que era legal, então, foi mais ou menos assim que surgiram as coisas, que surgiu a música…

Bruna Jones: E neste ano, você aceitou ficar confinado em “A Fazenda”. Já havia recebido convite para participar ou de outro reality? O que te fez aceitar o convite da Record?
Edu K: Então, já fazia alguns bons anos que “A Fazenda” sempre me sondava todos os anos para participar e esse ano finalmente rolou, e eu aceitei, porque tem aquela coisa que “para experimentar a vida você tem que fazer um filho, plantar uma arvore e escrever um livro”, acho que agora tem que acrescentar na lista “participar de um reality show”, entendeu? É uma experiência moderna, e como eu dizia lá dentro, um reality show é como se fosse um coliseu moderno, um império Romano, aquela brutalidade, um coliseu inteiro assistindo as pessoas se de gladiando, as pessoas sofrendo, as pessoas chorando, mas também sorrindo, amando, etc… Então é uma experiência muito forte, muito intensa, e eu sempre tive vontade de participar de uma coisa assim. E eu já tinha apresentado um programa por duas temporadas na Sony, que era o “Breakout Brasil”, então eu já tinha uma certa convivência com a televisão assim, mas, um reality show, vou te dizer, as pessoas acham que sabem como é, mas não tem nada do que se imagina lá dentro, é tudo muito diferente, tudo muito intenso, as vezes é enlouquecedor. Eu acho que eu estava preparado para encarar e ficar por mais tempo, por eu não ter apego com nada, sou uma pessoa que vira as costas e sai andando, então, eu não estava sofrendo lá com horário, com alguém aqui fora, eu estava de boa com isso. Mas… Eu sou muito leal com as minhas amizades e fiz boas amizades lá e eu, sinceramente, quando fui para a baia, naquela segunda semana, fui sabendo que existia a possibilidade de sair do programa se eu fosse com alguém muito forte, e talvez naquele momento qualquer um acabasse sendo mais forte do que eu ali, mesmo eu tendo 30 anos de carreira, não sou tão conhecido do grande público, então eu fui para defender o Marcelo (Bimbi) mesmo, por achar que qualquer um de nós dois que fosse indicado naquela semana sairia, então eu decidi defender o meu parceiro e parceiro de equipe, a gente levava muito a sério esse lance de “equipe machado”, então eu fiz isso, eu fui… E ai acabou que eu fui para a roça com a Mara e acabei saindo, mas, foi por pouco, inclusive eu conversei muito com as pessoas depois que eu sai, e tive uma recepção muito calorosa das pessoas, sai sem rejeição, muitas pessoas gostando de mim, muita gente foi me conhecendo depois, como eu era e me dizendo “Pô, se eu te conhecesse melhor, teria votado para tu ficar”, coisas assim… Mas, eu resolvi aceitar pela experiência moderna muito interessante, e eu gosto de experimentar tudo na vida. E eu aceitaria novamente, se me chamasse eu iria de novo.

Bruna Jones: Infelizmente você acabou ficando apenas duas semanas por lá… Deu tempo de aproveitar?
Edu K: Eu aproveitei bastante, fiz ótimos amigos, dentre, não só o Marcelo (Bimbi), o Douglas (Sampaio) também é um cara que eu amo, ficamos amigos em praticamente minutos lá dentro e depois o jogo acabou afastando um pouco a gente, mas, é um cara que eu trago para a minha vida, conversamos direto, todas as meninas também… Foi muito legal, o Thiago (Servo) também, por mais que a gente tenha se “enfrentado” lá dentro é um cara muito legal, a Ana (Minerato) também é outra pessoa que eu gosto, Veridiana (Freitas)… Todo mundo, eu tive uma convivência muito boa com todo mundo, foi super legal, eu só gostaria de obvio, ter ficado mais tempo. Se eu não tivesse ido para aquela baia, naquele momento, talvez eu pudesse ter ficado bastante tempo a mais, eu não tinha treta com ninguém, eu iria conseguir… Mas, é aquilo que o JP sempre falava “a gente joga com o coração” e eu e o Marcelo ficávamos zoando com ele, mas eu acabei jogando com o coração, fui defender o meu brother de uma roça que poderia ter tirado ele, claro que teve aquela coisa de que, ele acabou indo igual e teve a prova do fazendeiro, ele venceu, também não é bem assim… Mas, lá é assim, uma coisinha juntando a outra, para chegar no resultado final.

Bruna Jones: Para você, qual foi a pior parte do confinamento?
Edu K: Eu não tenho muito problema em ficar confinado e também não fiquei sofrendo com o tempo, as pessoas lá ficam com coisas do tipo “Que hora é?”, e isso também não me afetou. Para dizer a verdade, não teve nada que eu não tenha gostado ou que tenha me atrapalhado muito… Agora, a parte que eu mais gostei, foi cuidar dos animais, era o mais legal. Eu e o Marcelo sempre dizíamos que lá em cima (na sede) era o hospício e com os bichos era a terapia. Essa parte as vezes era cansativa, eu sou uma pessoa muito noturna, eu durmo muito pouco a noite, durmo mais de dia, então lá a gente acabava pagando por isso, trabalhava cedo e por mais que não pareça, é um trabalho puxado e tal, e nós ajudávamos todo mundo, eu nunca fiquei parado, fazendo só o meu e nada mais, eu ajudava quando terminava, fazia questão de ajudar, era uma politica da nossa equipe, então isso acabava cansando um pouco, quando eu sai de lá, depois dessas duas semanas, sai bem cansado, mas feliz por ter trabalhado com os bichos, que era uma delicia. E os dois bichos que eu queria conhecer de perto, que era a lhama e o avestruz, eu consegui, então foi muito legal.

Bruna Jones: Tem gente que depois que participa de um reality, acaba se arrependendo de ter aceito o desafio. Você se arrepende ou acredita que em algum momento vai bater este arrependimento?
Edu K: Jamais! Eu adorei participar e como eu disse na outra pergunta, eu iria novamente, quantas vezes fosse. Até porque, a pessoa que participa hoje em dia da televisão, é o “rockstar” moderno, entendeu? O rock, a música, o teatro, a literatura… Nada disso mais importa, as pessoas são completamente fissuradas nas “celebridades”, a celebridade é o “rockstar” do momento. Então, fora a experiência legal de convivência, e realmente foi divertido enquanto eu estava lá, tem também esse aspecto de exposição que nós não temos mais em lugar nenhum, eu posso fazer o que eu quiser, que nada vai se comparar com a experiência de ter participado de um programa desses. Então, para mim foi muito bom, para a minha carreira, para ser mais conhecido, para ter laços com um público maior, então, eu faria novamente sim, sem nenhum arrependimento. Mesmo eu tendo me colocado na baia, sabendo que poderia sair, não tenho nenhum arrependimento.

Bruna Jones: E agora que o programa chegou ao fim, já tem novidades que você pode compartilhar com a gente?
Edu K: Tenho bastante novidades! Tipo assim, a minha banda, “Defalla”, vai lançar um disco novo, depois de muitos anos sem lançar nada novo, para você ter uma ideia, a última coisa que nós lançamos com a banda original foi basicamente lá em 2000 com a “Popozuda”, depois saiu mais algumas coisas, mas, com outros membros e a formação original, já não gravava há quase 20 poucos anos, então, nós fizemos um disco novo muito legal, contemporâneo, não é um disco de banda dos anos 80, nós nunca nos incluímos em alguma definição, não é rock anos 80, anos 90, não é nada… Nós sempre fomos uma mistura de tudo quanto é coisa que a gente gosta, então, estamos lançando um disco novo que se chama “Monstro”, ele vai sair no ano que vem, entre fevereiro e março, ainda estamos acertando direitinho a data. Fora isso, também estou produzindo o novo disco do “Cachorro Grande”, que é uma banda muito boa lá de Porto Alegre, e eu sou muito fã deles, produzi o último disco deles, que foi o “Costa do Marfim”, um disco muito revolucionário no mercado do rock brasileiro, e em janeiro vou produzir o novo disco deles, que ainda não tem nome, mas é um trabalho muito legal. Inclusive eu convidei o Douglas (Sampaio) para conhecer eles, já que ele gosta muito da banda.

E também estou produzindo algumas faixas para a Keila Gentil, que é cantora da banda “Gang do Eletro”, que é um Techno brega, lá do Belém do Pará e para mim, ela é a grande cantora pop do Brasil no momento, canta, dança, muito bonita, tem uma puta presença de palco, e ela está fazendo um disco super pop, super legal, e eu estou trabalhando com ela neste projeto. Fora isso, também estou desenvolvendo algumas festas aqui em São Paulo, para um público mais teen, que é um público que eu gosto, que é mais fiel, que conhece música moderna e se interessa por essas coisas… Também estou desenvolvendo minha carreira como DJ de Deep House, que é um tipo de House mais minimal, com mais graves, um pouco mais sofisticado e ano que vem eu vou voltar a tocar mais esse tipo de musica no Brasil e também na Europa. Tenho planos também de no verão deles, que acontece no meio do ano, dar um pulo nos festivais… Participei de uma faixa chamada “Barulho” com um pessoal muito legal, eles são portugueses, descendentes de africanos que moram na Alemanha e se chamam “Gato Preto”, é um rapaz e uma guria que eu participei cantando, tocando com eles e essa música está sendo um sucesso e ai a gente vai lançar também nos festivais de verão lá da Europa.

Eu tenho um projeto secreto, agora não tão secreto de que no ano que vem, ou até no final dele, lançar um novo projeto solo, que eu lancei no ano passado um EP chamado “Boy Lixo” que era um EP de trap e tal, mas com letras pop e em português, e agora eu quero lançar um disco de sertanejo, do tipo universitário, moderno, mais para o lado do Lucas Lucco, menos country e mais baladeiro, mais romântico, mais para frente terei novidades sobre isso…


E se você pensa que acabou, ainda tem um recadinho para vocês, confira:

“Uma coisa que eu queria muito era agradecer todas as pessoas que votaram para mim ficar em “A Fazenda”, foi realmente surpreendente o resultado, eu sei também que muitas pessoas que eram fãs dos outros integrantes do grupo também votaram e eu agradeço muito a eles também. E agradecer todo o carinho que todos esses fãs, que todas essas pessoas novas que entraram na minha vida, estão me dando. A oportunidade de poder me comunicar com elas é maravilhosa, estou muito feliz com isso tudo, na verdade essa é a grande “herança” de ter participado do reality, todo esse público que eu tenho agora ao meu lado, amo mesmo, amo toda essa galera, eu dedico bastante tempo do meu dia para responder todo mundo, porque eu gosto de fazer isso, essa é a parte que eu mais gosto, de poder me comunicar com essas pessoas, então, isso tá sendo muito legal, muito diferente, uma experiência muito nova… E profissionalmente, está sendo muito bom, é claro.

E gostaria de dizer também que uma coisa que eu aprendi com esse jogo é que no fim, lá na final, quem se digladia, quem luta um contra o outro, não são os artistas, não são as celebridades, são os fãs, entendeu? Os fãs tem um poder muito grande, eles tem uma força muito grande e isso é importante para o artista, não só para o artista, é uma coisa sócio politica, porque assim, a final de “A Fazenda” foi a luta dos “Douannes” contra os “Thineratos” e quem se organizou melhor, quem teve mais paixão, ganhou. Não que o Douglas e a Ana Paula não fossem pessoas muito queridas por todos, mas, esse embate é bonito de se ver na final, e eu me identifiquei muito com os “Douannes”, claro, porque eu amo muito o Douglas, e eles sabem também que apesar de um monte de coisas que aconteceram lá, eu e o Douglas somos muito amigos, principalmente agora que ele saiu, as pessoas puderam conferir isso, e os “Douannes” sempre foram muito educados, sabe? São apaixonados, mas sempre tiveram a cabeça fria de não discutir muito, não xingar, não fazer aquele horror que as vezes acontecia com outras pessoas, outras torcidas…

Então, eu me identifiquei muito com eles, gostaria de agradecer também, afinal, no fim das contas eles tiveram um papel importante na minha saída com a Mara, porque aquela semana eu fui para a baia com o Douglas e ficou parecendo por causa de um comentário que teve entre eu e o JP logo na hora que eu estava indo para a baia, sobre desestabilizar o casal e eles ficaram pensando que eu era um traira, mas, na verdade eu já queria falar com o Douglas sobre isso, porque eu me sentia responsável, eu incentivei muito ele a tentar ficar com a Rayanne e no fim acabou não rolando do jeito que se esperava, criaram uma grande amizade, depois eu até pude compreender, mas, neste momento ficou parecendo traição, mas eu já queria falar com ele, iria aproveitar o momento da baia para isso, e na verdade foi um conselho de um cara já vivido, e eu sou 1% né? Tipo safadão… E ai eu falei para ele dar uma dura na Rayanne, dar um gelo, deixar ela ir procurar por ele, já que ele estava sufocando muito a menina. Deixá-la sentir falta dele. Não foi um conselho maldoso, foi uma coisa que eu falei de irmão mais velho para irmão mais novo, e ele fez isso no dia seguinte e teve resultado, ela passou a se interessar mais por ele novamente, já que uma mulher quando um cara fica muito em cima, ela acaba perdendo o interesse, fica tudo na mão, então foi isso o que aconteceu e na época acabei sendo mal interpretado, mas agradeço a eles, acabei sendo muito procurado por eles e ouvi que eles me achavam legal e que votariam pela minha permanência no jogo se tivessem entendido isso na época, mas, que o programa é rápido demais e é tudo editado, não aparece tudo…

Mas, então é isso, minha eterna gratidão para todas as pessoas que me conheceram agora e estão me tratando tão bem. Prometo sempre fazer o melhor por vocês e faço tudo por vocês, pelo público, é o amo de vocês que faz a gente viver e correr atrás das coisas. Polvo lindsay do meu brasil, muito obrigado por tudo, pelo amor, carinho e pelos votos! TMJ, mongois amados! <3


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E eu? Logo mais, em 2016 estarei de volta com uma nova entrevista. Qualquer novidade eu volto, lembrando que quem quiser entrar em contato comigo, pode add no facebook, procurando por “Bruna Jones” e que agora na página oficial do blog, vocês encontram conteúdo exclusivo: clique aqui! Podem também procurar e seguir no twitter no @odiariodebrunaj certo?
Postado por Bruna Jones às 16:52

Fonte: odiariodebrunajones.blogspot.com.br