nov 072013
 

Castor Daudt conta a sua visão sobre o rock e anuncia o disco novo do Defalla, publicado por Blog do Castor.

SUPER-HERÓIS DO ROCK?

Em tempos de “Justin Bieber” e “Anitta” confesso que, se eu já me considerava um “dinossauro jurássico” antes, agora, então, nem sei mais o que sou…

Fico observando uma geração inteira perdida, sem identidade musical nenhuma, completamente subjugada pelos veículos de comunicação (Globo e afins), e compelidos a consumir um “lixo musical” sem precedentes na história da música brasileira. Não absolvo totalmente a “atual MPB”, quase totalmente “vendida” a verbas públicas, editais viciados e cheia de artistas medíocres, que estão há décadas sem lançar nada relevante. Sem falar nos que sobrevivem como “revelação” há mais de 10 anos…e afinal, quando é que o artista deixa de ser “revelação” e vira “artista consagrado”? Resposta: “quando faz um trabalho consistente e relevante”, coisa que, hoje em dia é raridade…

Claro que existem maravilhosas exceções, estou falando no geral, da “regra”…

Os grandes produtores musicais, (incluo aqui meus amigos Reinaldo Barriga e Carlos Eduardo (Gordo) Miranda), fazem das tripas coração para poder lançar alguma coisa boa no mercado. As vezes até conseguem…mas não é sempre.

Reinaldo Barriga disse estes dias: “A produção musical hoje em dia é quase inexistente porque simplesmente não existe “verba” para isso”. A “gravadora/selo” quer lançar a música de qualquer jeito, contanto que seja “sucesso” e tenha muita visualização no “youtube”. Se é bem-produzido ou bem-gravado é irrelevante, afinal, os padrões do público-alvo é baixíssimo ou virtualmente inexiste.

Não invejo quem quer sobreviver neste mercado e compreendo a atração das verbas públicas, afinal, é uma “tábua de sobrevivência neste mar de mediocridade”. Por outro lado, não concordo, de jeito nenhum, com a exploração de bandas e artistas por “organizações” tipo “Fora do Eixo” com “filosofias socialistas” mas “alma capitalista”, que visam somente lucro. Brincar com os sonhos dos outros para levar vantagens financeiras não é a coisa mais legal que existe…eu acho…

O que posso fazer sobre isso? Simplesmente me reunir com amigos, músicos, e produzir músicas sem nenhum compromisso com “mercado”, “verbas” ou “editais”, e muito menos com empresas/selos e etc…Afinal, nossa geração sempre foi rebelde e atuante.

Por que seria diferente agora?

Assim aviso que a minha “cultuada” banda, “DeFalla, está produzindo um disco TOTALMENTE INDEPENDENTE, com músicas totalmente desvinculadas de qualquer tendencia atual de “mercado” ou coisa parecida…e totalmente patrocinado com recursos próprios, sem verbas, sem editais, nem nada…(até talvez um “crowdfunding” ainda role, mas nada muito planejado)…

Falando em música “sem compromisso de mercado”, fui no show dos veteranos do BLACK SABBATH (sou dinossauro mesmo!) e fiquei admirado: que sonzaço, que banda! E a guitarra do Tony Iommi tem um som realmente sobrenatural…

Enfim, o círculo se completa e a roda começa um novo giro. E no final, o que fica é a boa música e as emoções que ela nos propociona.

Viver de música não é fácil, mas viver sem música é impossível!!

Cheers!!

Foi publicado no dia em 7 de novembro de 2013 no link painelnoticias.com.br/blog/castor/post/2701/superherois_do_rock, e ‘não encontrada’ há um bom tempo.